O trauma é um evento impactante na vida humana.

Pode ser um trauma físico, emocional ou mental, mas sempre esses três corpos vão interagir no processamento dessa energia impactante.

Todo impacto traumático na vida humana está dizendo: acorda!

O trauma desencadeia energias emocionais densas, como medo, dor, raiva, angústia, mágoa etc.

De forma objetiva, uma pessoa pode ficar presa ao trauma se a energia gerada pelo evento traumático não for plenamente liberada. Esse fenômeno sempre existiu, mas se expandiu muito desde o século passado.

A liberação dessas energias demanda introspecção, olhar para dentro, para si mesmo.

A experiência vivida é atemporal. Você viveu um trauma, por exemplo. Você pode acessar a experiência traumática, mas não pode mudá-la, porque ela já aconteceu.

O que você pode fazer é mudar sua relação com a experiência traumática. 

Quando o evento aconteceu, você o rejeitou. Ao rejeitá-lo, você se identificou com o sofrimento vivido. O trauma passa a fazer parte de quem você é (ou acha que é). A densidade não liberada vai acompanhar você sempre e manifestar-se em maior ou menor grau. Mais ainda: reter a densidade tem um custo energético alto. Todo esse processo adoece o corpo. O analgésico encobre o sintoma, mas não libera a energia presa, que continua a corroer o corpo por dentro.

A mudança está em deixar de se identificar com o trauma: ele aconteceu, você vivenciou todo o sofrimento então, e depois também, sempre que relembrou o trauma. 

Se você tem dificuldade em olhar para uma experiência vivida, ainda está preso a essa experiência.

A mudança é poder lembrar do trauma sem mais se identificar com ele. 

Ou seja, o trauma não mais condiciona quem você é! O trauma não mais define quem você é.

Você passa a aceitar a experiência que, de alguma forma, você criou para ter o aprendizado por meio dela.

O processo é escolher mudar sua relação com o trauma e, ao fazê-lo, o desdobramento para a liberação dessa identificação acontece. Pode ser um processo rápido ou mais demorado. Pode levar um minuto, uma vida inteira, ou várias vidas.

É você quem está no comando, e o processo acontece — e vai continuar a acontecer — no ritmo que você escolhe e pode vivenciá-lo. 

A mente do ego quer livrar-se da dor, mas há o seu ritmo de aprendizado. E quem, de fato, coordena isso é o seu Eu Superior, a sua Alma.

Há uma “queda de braço” entre a mente do ego e quem você de fato é. 

Você sente um desejo de sair do que chamamos de sofrimento, como um chamado para voltar para casa. A mente do ego projeta essa busca para fora, por meio de alguma orientação externa, porque ela, a mente do ego, rejeita o que você está sentindo.

Você sente no corpo físico, por meio do corpo físico, logo, aquilo que você chama de “eu” aí dentro do seu corpo rejeita o próprio corpo quando as memórias emocionais indesejadas persistem.

É você — o seu Ser, o seu Eu superior, a sua Alma (tudo isso é você) — quem dá vida, quem dá vitalidade ao seu corpo, e não o contrário.

Estar presente no seu corpo, por meio da respiração consciente, sempre vai trazer você para o corpo novamente, para a sua presença. As viagens mentais levam você para fora; a respiração consciente traz você de volta.

Buscar estar presente no seu corpo físico, ainda que seja difícil olhar para o sofrimento, é o que traz cura para o corpo.

A busca da estabilidade, da paz, ainda que em momentos, em uma respiração, cria a liberação das densidades, dos sofrimentos.

Sim, precisamos de ajuda, e temos. Neste plano físico, com pessoas e ambientes que ressoem na estabilidade: por exemplo, um amigo, um vídeo inspirador, uma Sala de Autocura ou outros trabalhos e atendimentos que conduzimos n’Os Corpos da Alma.

E temos imensa ajuda de legiões de seres de luz, o tempo todo.

Agora, tenha claro: ninguém vai fazer a sua parte. Ou seja, a experiência humana é sua. Foi você quem escolheu estar aqui, neste planeta.

É a sua escolha, a sua intenção que dispara o movimento para ascensionar. E ascensionar não é ir para outro plano dimensional, mas, sim, estabilizar a frequência de todos os seus corpos em níveis mais elevados.

E não basta acessar essas frequências mais elevadas; há que sustentá-las. Ou seja, há que integrar a mudança frequencial. Você faz isso ao permitir estar apenas com você, em momentos de quietude, ao permitir a mudança inerente a cada reposicionamento.

Finalmente, a mensagem é clara:

Podemos vivenciar tudo isso de forma muito acelerada nestes tempos, e isso está acontecendo conforme você escolhe, conforme você permite.

Que assim seja.