Nada resiste à luz da consciência!

Dhyan Deepak

 

Somos assediados por um volume de informação que nunca existiu em qualquer outra época na história da jornada humana neste plano físico.

O movimento dessa enxurrada de informações, notícias, verdades, fatos etc. é inclusivo, pois cada pessoa pode usar as tecnologias de forma mais fácil e cada vez mais acessível.

Mais do que isso, ficar de fora, não acessar as mídias, traz a sensação de autoexclusão. Todo mundo está nas redes. Como vou ficar de fora?

Agora, veja a genialidade das tecnologias criadas:

Os inventores das redes sociais criaram um sistema operacional para sustentar cada uma de suas redes. Contudo, eles não alimentam as redes; são os usuários que o fazem!

Então, temos uma legião dos assim chamados criadores de conteúdo digital. E, por sinal, este que vos escreve aqui também…

Então, veja: os donos da rede modulam, ajustam o sistema operacional para estimular a interação entre os usuários e aumentar o tempo de permanência no seu sistema.

Já foi dito que, se é de graça, o produto é você!

De fato, é. Mas vamos mais fundo nisso:

Você é um ser que cria! Sim, criado à imagem e semelhança do Criador. Logo, foi-lhe dada a capacidade inerente, enquanto ser humano, de criar.

Mas como você cria?

Onde você levar a sua atenção, você cria!

Ao sustentar a sua atenção em algum evento, assunto ou o que for, você ajuda a criar o alvo de sua atenção.

Logo, você cria o tempo todo!

Por exemplo, uma notícia bombástica e ameaçadora aparece na sua telinha: o Titanic afundou! Você fica assustado, procura mais informações, lê novamente a matéria. Fica se perguntando: e agora, o que vai ser daquelas pessoas? Colocando-se no lugar delas.

O seu foco na notícia, a emoção de pavor associada, você imagina como seria você afundando no barco, você se envolve com a notícia. Tudo isso gera enorme fluxo energético seu — veja bem — o seu fluxo energético para o evento noticiado. Você dá força, a sua força, para o evento.

Um evento é tanto mais relevante quanto mais emoção, paixão, fascínio, raiva, medo etc. estiverem envolvidos.

Ou seja, quanto mais emoção, maior o fluxo energético seu para o evento.

Entenda por evento qualquer coisa que aconteça, que possa acontecer: qualquer matéria de jornal, qualquer vídeo, imagem, opinião, qualquer verdade, afirmação categórica, desmentido, qualquer pensamento etc.

Por isso, o circo romano fazia tanto sucesso. Uma sucessão de cenas dantescas diante do público que participava de forma ativa e emocional, aprovando ou desaprovando o desempenho de combatentes que morriam diante dos olhos, fascinando o público com o sofrimento das pessoas na arena.

Ocorre que esse circo romano persiste em nossos dias. O fascínio com a morte ainda reina no consciente e no inconsciente coletivo, senão vejamos:

Qual o percentual de filmes novos a cada ano que primam por apresentar cenas de violência e agressão? Onde a moral da história é resolver as coisas na pancada?

Perceba aqui a sustentação da realidade baseada na polarização: nós x eles. Eles bateram primeiro, então tenho o direito de bater de volta.

Em permanente esforço de perpetuar o conflito, sempre estimulando emoções intensas — inclusive nas cenas que envolvem sexualidade, deixando o afeto, o carinho, a união e a cumplicidade do casal em segundo plano, valorizando a performance.

Mas e aí? Serão os gestores de redes sociais e produtores de filmes e conteúdo digital pessoas malvadas e perversas?  

De fato, essas pessoas são como eu e você! 

São seres humanos: os atores, os diretores de filmes, os produtores de conteúdo digital, os gestores de redes sociais etc.

O que os move? 

Ora, é o que dá mais retorno!

Retorno financeiro! O que dá mais visualizações!

Portanto, conteúdo que desperte emoções intensas dá mais dinheiro, porque mais gente quer ver.

Mas então vem a pergunta: há esperança para esta humanidade da qual fazemos parte?

Absolutamente, sim! Mais ainda: o movimento de cura já está acontecendo e expandindo rapidamente!

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Aprendi, vendo meu filho jogar futebol americano – uma simulação de campo de batalha —, que a humanidade caminha em um processo civilizatório.

Sim, há intenso contato físico, mas, quando algum dos jogadores se machuca, os adversários se abaixam e colocam um dos joelhos no chão, em solidariedade ao ferido. Queremos ganhar o jogo, mas não queremos que ninguém se machuque.

Ainda que a intensidade da competição exista, hoje, dentro de regras estritas para a segurança dos participantes, já não existem mais mortes em campo, como houve até meados do século passado, quando ainda não havia equipamentos de proteção individual. E, mesmo com os equipamentos, hoje já não são mais permitidas cabeçadas — ainda que usando capacetes — que lesionam o cérebro dos jogadores…

Em finais de campeonatos do nosso tão amado futebol (este jogado com os pés), em uma apoteose emocional, o torcedor libera conscientemente a raiva suprimida no dia a dia estressante. Grita e xinga. Descarrega no juiz, no adversário, no jogador do seu time que errou o passe, nas indefesas mães deles. Uma catarse.

Caminhamos para sermos menos competitivos e mais cooperativos, mais inclusivos.

O impulso para o jogo – qualquer jogo – sustenta a dualidade.

O impulso para a violência nutre a dualidade. Nutre a própria violência.

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Então, o que fazer?

Mude o foco da sua atenção!

Foque naquilo que você conscientemente quer para você:

Alegria ou tristeza?

Abundância ou saldo curto na conta corrente?

Presença ou doença?

Saiba que focar em você mesmo é o caminho, a ferramenta, o instrumento. Não é o objetivo. O objetivo é decorrência natural.

Você quer saúde? Foque no seu corpo físico. Foque sua atenção no que o corpo sente, no que o corpo manifesta. Solte qualquer julgamento, conforme você foca no corpo, conforme você respira conscientemente.

Apenas sustente a sua atenção no corpo físico, na parte dele que precisa de cura.

Observe que o julgamento traz a condenação. Eu não gosto do que vejo, logo, eu rejeito a dor e crio mais dela.

Você é o criador da sua realidade. Sempre foi assim, sempre será assim. Esquecemos disso, mas estamos relembrando.

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Finalmente: conforme você escolhe sair do ruído do mundo, ter momentos de quietude, apenas focando em você, na sua respiração, você começa a quebrar os padrões deletérios do seu campo energético.

Não é a quantidade de tempo, mas a frequência com que você escolhe estar em momentos de quietude. Pode ser o tempo de uma respiração profunda, apenas um momento. Você vai repetindo a experiência ao longo do dia, dando frequência para a quietude. 

A mente do ego pode estar tagarela, e você respira, apenas olhando, testemunhando o que rola aí dentro do seu corpo físico, testemunhando o blá-blá-blá mental.

Você pode trazer uma ou as duas mãos para o seu coração e apenas sustentar, focar a sua atenção aí, onde a mão toca o peito.

Sinta o que é adequado para você em cada momento.

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Saiba que acessar momentos de quietude é um ato de poder.

Você tomando posse da sua existência.

Você assumindo responsabilidade pela criação da sua realidade.

Lembre-se sempre: nada, absolutamente nada resiste à luz da consciência.

Você é a expressão da sua consciência neste plano físico. 

Escolha e permita tornar-se a própria consciência em ação, aqui e agora.

Que assim seja.