Existe um limiar coletivo, planetário, que foi alcançado.
O ano de 2026 traz a configuração de ser um momento-chave da jornada humana na face do nosso amado planeta Terra.
O limiar atingido sustenta um marco extraordinário: a construção da realidade, tal qual a conhecemos, deixa de ser ancorada através do medo.
Perceber o significado disso transcende a mente do ego, aquilo que você chama de “eu” aí dentro de você.
A mente do ego é uma ferramenta, um instrumento de sobrevivência. Ela passou a existir a partir do momento em que escolhemos mergulhar na experiência humana neste plano físico.
Isso porque, nesse mergulho, houve um desalinhamento com o Eu superior, com a própria Alma, e a mente do ego veio substituir essa conexão perdida. Eu e você nos identificamos com a mente do ego, a ponto de acreditar piamente que somos ela própria.
A perda do alinhamento com a alma, com a nutrição amorosa da alma, foi substituída pelo alinhamento com o medo da mente do ego.
Separados que fomos da conexão com nossa própria divindade, passamos a perceber o Divino como algo externo.
Porém, carregamos uma saudade profunda dessa divindade, que já fez parte da nossa totalidade, mas que esquecemos em decorrência da escolha de termos uma experiência humana na dualidade, neste planeta.
Ocorre que, ao posicionar o Divino fora de nós mesmos, projetamos para fora o nosso próprio poder pessoal.
De fato, entregamos voluntariamente nosso poder pessoal a autoridades externas.
A busca pelo Divino permeia o tecido social de todas as culturas planetárias. A busca de algo maior que esta realidade de luta e sofrimento. Manifestamos essa busca de muitas formas, como, por exemplo, através de movimentos religiosos e através de teorias científicas que apontam para a singularidade na origem do nosso próprio universo de residência.
Conforme deixamos de nos conformar com a miserabilidade humana, retroalimentada pelos dramas mundo afora, passamos a vislumbrar algo novo: um limiar. Uma possibilidade de soltar o envolvimento, as amarras com a loucura de um mundo de luta por poder e dominação.
O limiar que vivemos hoje é tangível e passível de ser cruzado por qualquer um que assim o escolher.
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É inerente a essa escolha de cruzar esse limiar o resgate do seu poder pessoal:
O poder de criar a sua própria realidade, não mais a partir do medo, mas a partir do fluxo Divino que vem da fonte de tudo o que é.
Um fluxo Divino que está dentro de você. Sempre esteve, aguardando você resgatar o que é seu de direito. Aguardando você lembrar que esse poder é seu e que é sua a natureza do próprio Divino.
Saiba que a existência neste planeta, na ausência do medo, no destemor, já não é mais uma questão utópica, mas de escolha e determinação pessoal de cada um de nós.
Perceba que escolher dirigir a sua vida, construir a sua realidade na ausência de medo, significa uma profunda mudança na forma de você existir, na sua forma de ser.
A frase que divulgamos através d’Os Corpos da Alma – “Uma nova forma de estar no mundo” – passa a ter um novo significado nos tempos de hoje.
É tangível e está disponível como nunca esteve para ser ancorada através da realização de cada pessoa que assim escolher.
Passar a experienciar a sua vida neste mundo a partir do seu coração não significa submeter-se a algum protocolo religioso, por exemplo, ou a qualquer instituição ou organização deste plano. Não significa tornar-se piegas ou devoto de alguma crença.
Na verdade, é libertar-se de tudo isso e abrir-se para experienciar quem você é!
De fato, há uma revolução implícita nesta escolha:
A mente do ego, na sua configuração de sobrevivência, começa a ser realinhada para funcionar a partir da orientação do coração.
O coração é o órgão que está em alinhamento com os seus aspectos divinos, seu Eu superior, sua Alma.
O coração opera a partir da sua própria fonte; não há medo na fonte, não há luta pela sobrevivência.
A partir desse espaço, você vai vivenciar o processo natural de trazer o céu para a Terra.
A mente do ego vai continuar existindo, mas, conforme você treina a seguir a orientação da sua intuição, tudo muda.
Você deixa de ser reativo emocionalmente, fugindo ou atacando o que vem de fora.
A urgência deixa de ser uma prerrogativa na sua vida, mas apenas o momento, o aqui e agora.
A luta pela sobrevivência deixa de ser o seu modo de vida.
Sim, as tarefas precisam ser feitas e os compromissos atendidos da melhor forma possível. Mas sem o estresse da urgência, sem a cobrança de resultados deste ou daquele jeito.
Você escolhe uma ação, mas não se prende ao resultado da ação.
Você para de brigar com a sua realidade, mas acolhe a manifestação ao seu redor como a projeção da sua própria criação.
Você percebe que os desejos da mente do ego vêm de fora, vêm do medo: medo de não ter o suficiente; medo de não ser amado; medo do sofrimento.
Sai o julgamento de como as coisas devem ser, pois isso vem de fora.
Entra a consciência da aceitação de tudo aquilo que está ao seu redor como uma projeção sua para o seu aprendizado e crescimento.
Uma nova forma de estar no mundo:
É escolher resgatar o seu poder pessoal. Assumir responsabilidade por aquilo que você cria em cada momento.
É deixar ir o julgamento e a condenação do que acontece ao seu redor.
É deixar de julgar e condenar a si mesmo.
É escolher a simplicidade como abordagem da vida.
É perceber que a realidade é um espelho daquilo que vibra dentro de você para o seu aprendizado e crescimento.
É deixar ir as crenças baseadas em valores que vêm de fora.
É aceitar que você não vai e não precisa ser perfeito.
É viver a Liberdade de ser quem você é.
É escolher ser livre.
Que assim seja.
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