O nosso mundo nunca mais será o mesmo.
De fato, se olharmos conscientemente, vamos perceber que a frase acima sempre foi válida. Sempre foi verdadeira. Sempre foi precisa e clara.
Contudo, nos dias que vivemos hoje, e escrevo essas palavras em março de 2026, esta frase nunca foi tão real, tão presente e, principalmente, nunca foi tão intensa.
A grande mudança que vivemos é a de não mais construir a realidade a partir do medo.
Mas sim, construir a realidade a partir dos desejos do coração, a partir da inspiração, da intuição que vem da Alma, que vem do Eu Superior.
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O mundo caminha ativamente para desestruturar e, de fato, para deixar ruir estruturas físicas, organizações e formas de governança que já não servem mais à nossa humanidade.
Impérios, organizações, governos e empresas, todos alicerçados sobre uma base ilusória de estabilidade, arrogância e opulência, tendem a mudanças profundas ou mesmo a evanescer, conforme perdem serventia.
Trago o exemplo aqui de muitas residências fechadas por falta de pessoas que quisessem morar nelas. Testemunhei vilarejos e pequenas cidades, todos sendo abandonados, ao longo de minha caminhada através da França e da Espanha em direção a Santiago de Compostela.
Vivemos um tempo impressionante, de testemunhar o desmonte de toda uma civilização ancorada na guerra.
Observe não apenas as guerras entre países, mas as guerras dentro de cidades, dentro de famílias, numa feroz luta pela sobrevivência, dentro de cada um de nós.
Observe toda uma humanidade orientada para atividades frenéticas, sejam físicas, mas principalmente mentais e emocionais.
Observe o frenesi desesperado para usufruir, para ter, para possuir, para controlar, para dominar.
E agora observe o que já aconteceu e vem acontecendo, como muitos das novas gerações que estão chegando não demonstram alinhamento com o frenesi mencionado acima, talvez eu e você também.
Sim, as novas gerações buscam sustentabilidade, prazeres e realização. Mas as relações de troca estão mudando.
Organizações têm cada vez mais dificuldade em manter equipes motivadas e funcionais.
A própria automação através da assim chamada inteligência artificial e de robôs nas indústrias e em diversas atividades humanas, curiosamente, não está aliviando a falta de pessoas para trabalhar nos mais diferentes segmentos da sociedade.
Sim, há gigantescas mudanças acontecendo em todos os segmentos produtivos, onde atividades executadas por pessoas antes, agora deixam de existir.
Mas isso não é novo.
Este, que escreve estas palavras (não, não sou uma IA), que nasci, cresci e vivi no século passado, vejo que, praticamente, todas as empresas para as quais trabalhei ou prestei serviços desapareceram em “fusões estratégicas”.
Portanto, os ciclos de nascimento, crescimento, amadurecimento, senescência e morte sempre existiram.
Tudo está mais rápido? Sim!
Muito mais rápido? Sim!
Loucamente mais rápido? Sim!
Então, o que temos é apenas mais do mesmo e mais rápido? Não!
Como não? Mais guerras, mais armamentos, mais loucura…
Vamos olhar isso:
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Na Grécia antiga, um mensageiro correu 42 km para anunciar a vitória numa batalha, num esforço que custou a vida dele.
Não apenas na Antiguidade, mas também na Idade Média e mesmo até o século passado, mensagens e informações levavam anos, meses, semanas e dias para serem enviadas e alcançarem os seus destinatários.
É, eu escrevi cartas para alguma namorada e, sim, recebi várias cartas também. Isso é verdade. Isso existiu mesmo. Levava uma ou duas semanas para as cartas, escritas à mão, irem e virem. Escrevê-las, dobrá-las, colocá-las em envelopes, grudar o selo e entregá-las no correio…
Sempre houve um amortecimento temporal entre o evento e o recebimento da notícia.
Hoje, não há; tudo é instantâneo. O evento acontece online. O intervalo de tempo é de milésimos de segundo, da transmissão ao vivo da final da copa do mundo, ou da bomba explodindo, ou da barragem que rompeu inundando cidades, até o seu aparelho celular.
Até o macarrão é instantâneo.
Prazeres instantâneos.
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No outro extremo, viver uma vida armazenando a colheita do outono para sobreviver ao inverno rigoroso.
Poupar ao longo de várias décadas de uma vida para desfrutar dessa poupança na velhice.
Os sistemas previdenciários estão em situação falimentar mundo afora. Quem trabalha está contribuindo para pagar a aposentadoria de quem já está aposentado. Numa realidade de cada vez menos filhos no mundo. Quem vai pagar para eu viver bem quando eu me aposentar daqui a 40 anos?
Perceba todo um sistema lastreado no medo!
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O Fim dos Tempos
Todas as respostas que você busca não estão fora, num analista, num guru, numa escritura.
Todas as respostas que você busca já estão dentro de você!
Sempre estiveram aí dentro.
Você apenas esqueceu desta capacidade natural e inata em você.
Saiba que agora você está lembrando, relembrando.
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Portanto, se tudo está dentro, o que é que está fora?
O que você percebe como fora de você é um reflexo da realidade que você cria dentro de você!
E, de fato, o reflexo do que você cria e se manifesta fora de você vai se somar à manifestação da criação de cada ser humano no planeta.
Agora, se o que você manifesta fora, ao seu redor e na sua vida, é um reflexo do que está dentro e você não está gostando do que está acontecendo na sua vida, então:
Olhe para dentro!
O que você está sentindo, pensando e, principalmente, guardando aí dentro cria o que está fora.
O que está aí dentro?
Ressentimento, raiva, frustração, crenças de não merecimento, de não ter direito…? Ou:
Paz, alegria, vitalidade, discernimento, verdade, soberania, clareza…
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Cabe a você e, tão somente a você, escolher viver uma profunda e revolucionária inversão de comando:
Entregar-se à fonte criativa dentro de você.
Pois esta fonte, que é você, cria o tempo todo.
Você quer paz? Escolha e permita a paz dentro de você!
Você quer alegria? Escolha e permita a alegria dentro de você.
É um processo natural e, acima de tudo, é você no comando!
Imagine um canteiro seu, onde você aceita qualquer semente, muda, doença ou praga que vem de fora. Você aceita despejar tudo isso na sua horta e você alimenta isso, regando, adubando, as sementes de raiva, mágoa, tristeza, doença, envelhecimento etc.
Sua horta prospera, as plantas de ódio crescem, a frustração viceja.
É você no comando da tua horta, da tua vida.
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É difícil escolher a alegria?
De fato, é simples. Comece sorrindo. Isso, agora.
E há que dar permissão para a alegria entrar.
Atente para isso: conforme a alegria entra, a densidade que você guardou aí dentro sai!
A alegria entra, a mágoa sai.
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Como fazer isso?
Escolha, por exemplo, a paz.
Faça esta escolha a cada dia, a cada momento, a cada respiração.
Respire fundo e escolha: paz.
Um momento de silêncio, de quietude, fora do ruído do mundo.
Você vai perceber que a sua permissão está sendo verdadeira quando sentir densidades saindo.
A paz entra, a raiva sai.
Você sente a raiva, você testemunha e respira a raiva que está sentindo, ela sai. A paz retorna.
Passo a passo, a cada dia, a cada respiração.
Não é e não será perfeito. Não precisa ser perfeito.
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Conforme você escolhe deixar as distrações do mundo do lado de fora, sua horta interior vai florescer e frutificar em alinhamento com os desejos do seu coração.
Dê permissão para milagres.
Dê permissão para o extraordinário em sua vida.
Permita que este guia interior se manifeste.
Está disponível como nunca esteve.
Que assim seja.
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