A liberdade é um tema recorrente nestes tempos de elevar a consciência “acima e afora da manada”.

Sim, você está fazendo isso exatamente agora.

Os véus que nos mantiveram cativos a uma ilusão de realidade, criada a partir da crença no medo e na escassez, estão afinando e evanescendo.

Hoje enxergamos o que é de forma muito mais imediata.

Os exemplos pairam ao nosso redor:

Sim, ainda existem pessoas marchando em campos de batalha.
Sim, ainda há batalhas urbanas, lutas pela sobrevivência por toda parte.

Mas que mãe quer ver seus filhos viverem este martírio?

Também é verdade que o circo romano saiu do confinamento de um estádio para programas televisivos e para as redes sociais.

E aquilo que for mais impactante, mais bárbaro e devastador é o que viraliza.

A hipocrisia reina ainda.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!

Os fins justificam os meios!

Porém, e absolutamente sim, estamos enxergando tudo isso.

Enxergamos a hipocrisia de lideranças de forma escancarada, nos governos, nas empresas, nas comunidades, nas famílias, mas principalmente no espelho!

Um grande avatar, há dois milênios, disse: “Quem não tiver pecados na alma, que atire a primeira pedra”.

De repente, eu aqui, atirando pedras…

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A realidade é um espelho, um reflexo daquilo que estou vibrando aqui dentro.

Logo, se não quero tomar pedrada, é melhor não atirar nenhuma.

De uma forma direta e objetiva:

Ao atirar uma pedra em alguém, de fato, eu a estou atirando em mim mesmo.

Este é o mecanismo da dualidade.

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Os jogos da dualidade são construídos desta forma:

Eu aprendo a interferir no seu livre-arbítrio, na sua vontade, para você fazer o que eu quero que você faça para mim, acreditando que o contrário não vai acontecer.

A desesperada busca pelo poder sobre o outro.

Vá lá e lute pelo teu país, pela tua empresa, pela tua família!

A imposição da minha vontade no outro pode ser feita através de:

Ódio: polarização política entre países, empresas, comunidades, famílias etc.

Medo: se não me obedecer, você será punido.

Fascinação: o circo romano, dominação, sadomasoquismo etc.

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O primeiro passo para a cura é dado ao ver o que é.

Todos nós vivemos a experiência da dualidade e ainda estamos nela conforme nos entregamos aos dramas do mundo.

Atiramos muitas pedras e levamos muitas pedradas.

Nestes tempos de transição, caminhamos ativamente para a possibilidade de construir a realidade a partir do que eu quero, não mais escravos do medo e das polarizações do drama do mundo.

Sim, os que detêm poder ainda estão lutando desesperadamente para mantê-lo, tornando mais e mais óbvia a hipocrisia humana.

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A cura está no espelho.

Olhe o seu reflexo no espelho.

E, talvez, você sinta vontade de fechar os olhos e olhar aí dentro.

Quais emoções estão presentes aí dentro? Quais pensamentos?

A cura está dentro de você, em cada célula, no próprio DNA.

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A liberdade está em deixar de buscar poder fora, para trazer para a manifestação o poder que está aí dentro, esperando por você.

A liberdade de não mais ser escravo de demandas externas, programas mentais anunciados efusivamente nas redes sociais:

O que comer; o que beber; o que consumir; o que pensar…

A liberdade não será encontrada no drama do mundo, no ruído do mundo.

Tenha momentos de quietude, estando apenas com você.

O corpo físico é sua ferramenta, seu instrumento para estar no mundo.

Não é um veículo para usar até acabar, como nos ensinam.

Sim, a energia do soldado, que vai à luta a cada dia, sacrificando-se pelos outros…

Energia velha.

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Permita a liberdade de apenas ser.

Tenha momentos de quietude.

Desacelere.

Respire fundo.

Escolha construir a sua liberdade de ser.

É um processo e acontece a cada dia em que você escolhe dar uma parada e olhar aí dentro.

Deixe cessar a luta mental.

Escolha cessar a luta, passo a passo.

É uma profunda mudança de padrão:

Sair da escravidão, da tortura mental de consumir o que vem de fora.

E olhar para dentro.

Em momentos.

Escolha ser livre.

Que assim seja.