O Corpo Mental pensador.

Você faz crescer aquilo que contempla.

 

O conceito de “Inconsciente Coletivo” trazido por Carl Jung, na psicologia analítica, entende que informações, traumas e eventos vividos, inclusive por ancestrais, influenciam e corroboram na construção da psique humana.

Portanto, de forma objetiva, somos influenciados por tudo o que acontece ao nosso redor e antes de termos chegado para viver esta vida.

Considere a possibilidade de um arquivo vivo, que contém a somatória de todas as experiências vividas, multiplicada pelo número de todos os seres humanos vivos e que já viveram.

Esse arquivo existe enquanto um “campo mórfico dinâmico coletivo”, conforme o conceito trazido por Rupert Sheldrake. Segundo esse autor, o campo contém informação, mas não energia. E aqui ouso discordar para expandir a percepção.

Informação é energia!

A física moderna entende que informação e energia são coisas separadas, mas essa mesma física comprova que a própria matéria é energia, e aqui vamos além: o que existe é energia! 

A energia simplesmente existe. Ela muda, se transforma, mas não deixa de existir.

Respire. Vamos entender tudo isso de forma simples.

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Um pensamento existe porque ele é criado.

Quem dá a energia que cria o pensamento?

Quem pensa o pensamento!

Eu penso em “uma árvore”.

Você lê ou ouve a frase anterior e pensa numa árvore também.

A árvore que eu pensei provavelmente será diferente da que você pensou.

E sim, você gasta energia para criar o pensamento da árvore. 

Você gasta energia para criar todos os seus pensamentos.

Não sem motivo, o cérebro consome uns 25% da energia metabólica do corpo e pesa apenas cerca de 2% da massa corporal.

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Então, tem o conjunto de todos os seus pensamentos.

Saiba que de 80% a 90% de tudo o que você pensar hoje, você já pensou ontem.

Portanto, eu e você somos um contínuo de pensar e repensar pensamentos que, na sua imensa maioria, já foram pensados por nós mesmos e por outras pessoas.

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Aí tem o pensamento chiclete, aquele que não sai da cabeça.

Um refrão de música, uma frase ácida dita pelo seu chefe, a preocupação com uma conta ainda não paga, alguém com quem briguei, etc.

(Existe uma conexão direta entre aquilo que pensamos e o que sentimos. Mas, neste texto, não vamos explorar essa conexão, para focar no corpo mental e nos pensamentos. No texto sequencial, vou explorar a relação entre emoção e pensamento.)

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Você rola a telinha.

Vê um vídeo que viralizou, depois outro e mais outro…

Lá pelo terceiro ou quarto, talvez você já não se lembre do que rolou no primeiro…

Passa um tempo, dias, meses, você vê um vídeo interessante, “dá um like” e depois lembra de já ter visto esse mesmo vídeo…

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Tudo o que está acessível e não acessível na internet e, também, fora dela; tudo o que é e já foi pensado igualmente é parte integrante do aqui chamado Inconsciente Coletivo.

É um gigantesco arquivo quântico que está aí e, sim, ele te influencia.

Há pessoas que publicam coisas na internet, como este que aqui escreve estas palavras, e são chamados de “influencers”. Ou seja, têm a capacidade de influenciar outras pessoas para se comportarem deste ou daquele jeito, comprarem este ou aquele produto…

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E aí?

Você já parou para pensar sobre o que te influencia?

Você gosta mais do candidato da direita, ou da esquerda, ou do meio, ou de cima, ou de baixo, por quê?

Como você constrói o seu espectro de preferências?

Sim, há um forte elo com as emoções que, como já foi dito, será explorado no próximo texto.

Aqui vamos explorar os padrões mentais e suas formas de expressão.

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Padrão mental é um programa!

Você tem um sem-número de programas no seu campo energético mental.

Você tem um programa para segurar a colher, recolher um pouco de sopa, levar a colher até sua boca, abrir a boca, sugar o líquido de forma a resfriá-lo conforme ele entra na sua boca para ser degustado, mastigado — se houver pedaços de algum legume —  e engolido.

Quanto tempo eu e você levamos para aprender a usar esse programa, de forma razoavelmente eficiente, ainda que, de vez em quando, o conteúdo da colher espirre ou derrame na camisa?

Conscientemente, você se treinou no uso do programa da colher. Você mantém o programa e o ativa toda vez que escolhe segurar a colher.

Observe que o programa fica inativo quando não o usa.

Ao fazer o movimento para pegar a colher, ao lado do prato de sopa, você imediatamente ativa o programa, resgatando a experiência e a habilidade adquiridas ao longo dos anos comendo sopa.

Perceba que você não pensa para fazer tudo isso. Simplesmente faz.

O programa funciona sem você pensar nele.

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O treinamento é por repetição.

O jogador de basquete treina de forma interminável para aumentar os acertos da cesta.

Você treinou inúmeras vezes para segurar a colher de sopa. E, cada vez que escolhe tomar uma sopa, reforça o treinamento.

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Quem está no comando?

Você vai ao restaurante, sente o aroma e decide tomar uma sopa, naquele dia frio.

Você se serve e ativa o programa da colher. Tudo quase sem pensar.

Você refletiu na hora de escolher o restaurante.

Refletiu na hora de se decidir pela sopa.

E deixou os programas operacionais funcionarem para servir-se, ir até a mesa, sentar-se, pegar a colher e ingerir a sopa. Tudo isso praticamente sem pensar.

De repente, conforme come, você fica rolando a telinha e, quando se dá conta, a sopa já sumiu do prato. 

Tudo no piloto automático, sem precisar pensar sobre o que e como está comendo.

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Assim como nos exemplos acima, você tem um monte de programas que chamam a sua atenção para eles:

A notícia bombástica que chega na telinha.

O novo vídeo viral nas redes sociais.

Aí o algoritmo, sabendo das tuas preferências, bombardeia sua telinha com novas mensagens e, quando se dá conta, foram horas pensando em uma série de coisas que chegaram à sua tela…

Horas contemplando vídeos, imagens, pessoas, marcas, empresas, negócios… que você faz crescer com sua atenção focada.

E, conforme você repetitivamente traz sua atenção de volta ao assunto, tanto mais você faz crescer este assunto.

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O banco quebrou.

Todo dia, novidades aparecem nas mídias para chamar a sua atenção.

Todo dia você reforça a falência com sua atenção.

Todo dia você dirige a sua preciosa atenção para fora, para os negócios dos outros.

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Você faz crescer aquilo em que você deposita a sua atenção.

A sua preciosa atenção.

A sua poderosa atenção.

Poderosa porque é através de sua atenção que você cria a sua realidade.

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Qual é a realidade que você quer criar para você?

Você está depositando a sua atenção na realidade que você quer criar?

Ou está depositando sua atenção na realidade que outros estão criando?

Você está ajudando (treinando) a criar a sua realidade ou sendo treinado para criar a realidade alheia?

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Respire.

É sério o que você está lendo ou ouvindo aqui.

A sua atenção é a sua moeda de troca.

Onde você deposita a sua preciosa e poderosa moeda, a sua atenção?

Quanto tempo, a cada dia, você se dedica a criar realidades para os outros?

O que sobra da tua atenção para você?

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Bem-vindo ao novo mundo.

Bem-vindo a um mundo onde as pessoas conscientemente criam a realidade a partir de seus próprios corações livres e soberanos.

Que assim seja.

Muito mais será dito sobre isso.