Tomando posse do seu poder
“A mente mente, o corpo nunca mente.” — Dhyan Deepak
A Doença
O estado natural do ser humano é o de plena saúde.
Qualquer desvio de uma perfeita saúde pode e deve ser entendido como doença.
Doença é qualquer disfunção nos corpos físico, emocional e mental. Incluam-se os acidentes e o próprio envelhecimento.
A partir desse ponto de vista, todos somos doentes. Novamente, não há perfeição por aqui.
. . .
A doença é um caminho evolutivo.
É a forma de seus vários corpos energéticos encontrarem equilíbrio, inclusive o físico.
A doença traz à tona, para liberação, aquilo que não queremos ver em nós mesmos.
Ao longo da vida, nos sujeitamos a toda sorte de acontecimentos. Expostos a “chuvas e trovoadas”, vamos lidando com todos os eventos emocionalmente intensos da forma como nos é possível. Afinal, somos humanos.
Nascimento + Morte = Vida
“Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja. Ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para outro.” — Sócrates
A doença clama pela morte! A morte de algum aspecto seu, algum hábito, algum vício, algum padrão (programa) mental.
A doença clama por mudança!
A doença é a própria mudança!
A doença se instalou no meu campo energético. Eu fiquei doente, ou seja, a mudança aconteceu!
OK, mas essa não é a mudança que eu quero. Eu quero ficar como eu era antes, fazendo as mesmas coisas de que gosto.
A mudança vem para mudar. Não para ficar como era!
Um ciclo se encerra (morte), para dar nascimento a um novo ciclo (nascimento). Eis o resumo da vida.
. . .
Uma pessoa adora pão e massas. Aí é diagnosticada como intolerante ao glúten. Comeu o pãozinho, vem o mal-estar, a barriga fica inchada, surge dor, cólica etc. A mudança aconteceu: o corpo manifesta intolerância ao glúten, ou seja, o glúten causa inflamação. Inflamação = raiva.
A pessoa para de comer glúten, ou seja, muda um hábito de vida. O sintoma da doença desaparece.
Sim, porque alguma coisa levou o seu corpo físico a dizer: não aguento mais toda essa raiva. A forma de manifestar a raiva foi por meio da inflamação, provocada pela carga de glúten.
Veja as sincronicidades da pandemia planetária de intolerância ao glúten:
Desde a Revolução Verde, o teor de glúten aumentou mais de 600% nas variedades de trigo cultivadas e, portanto, no nosso pão de cada dia. De fato, o pão industrial declinou muito em qualidade, pois sofre fermentação acelerada, usando farinha ultrarrefinada. Esse pão industrial passou a ter alto índice glicêmico e altos teores de glúten.
Não houve tempo evolutivo para nossos corpos se adaptarem a essa alimentação industrial. Logo, a intolerância é a resposta imunológica a uma substância que nos faz mal. Ela se manifesta na forma de inflamação no intestino. Ou seja, é como a raiva acumulada pode ser acessada: mal-estar, inchaço, redução na absorção de nutrientes etc. A sensação física é a própria liberação da raiva presa.
E por que é tão difícil largar o pãozinho? Porque eu estou viciado em comer pãozinho. O glúten se liga aos receptores opiáceos do cérebro, o que resulta na liberação de serotonina e dopamina e, em decorrência, numa sensação de bem-estar.
Por que fiquei viciado no pãozinho?
Porque eu não quero sentir nenhum sofrimento! O pãozinho tornou-se o “remédio” para me estabilizar, para me acalmar.
Curioso: eu me sinto bem quando como o que me faz mal!
O tabagista sente-se bem; ele se acalma quando inala a fumaça do cigarro, que contamina seus pulmões e seu sangue.
A Cura
A cura acontece pela plena aceitação e integração da mudança.
Portanto, aceite a mudança que o corpo clama; então, a energia aprisionada começa a ser liberada e a cura pode se manifestar.
Sentir o corpo!
Sentir as emoções!
Sentir as dores, as decepções, os abandonos, as perdas, as mortes, o luto…
Sentir.
Observe o exemplo a seguir, como isso acontece ou pode acontecer comigo e com você e, de fato, com qualquer pessoa neste plano físico:
Eu sinto dor. Tomo um remédio que vai suprimir a dor. A dor volta, e tomo nova dose do remédio. A dor se torna crônica e passo a tomar o remédio como uso contínuo.
A origem da dor não foi tratada, apenas ocultada. Eu tomo o remédio para não sentir a dor.
Seja até por algum efeito secundário do remédio e/ou pelo efeito a longo prazo da dor não liberada, a energia densa que disparou a dor foi se acumulando e, em algum momento, ela acabou por “encontrar” outro caminho para se manifestar.
Saiba que ela, a dor, vai sempre encontrar um caminho para se manifestar. É como uma bomba-relógio acumulativa — algum dia ela explode.
E acredite: você não é uma vítima!
Você depositou cada quantum dessa energia densa no seu corpo.
Foi você mesmo quem colocou essa bomba no seu corpo físico.
Foi você quem alimentou essa bomba, nutrindo-a com hábitos deletérios para o seu corpo.
Talvez uma alimentação desregrada e/ou com comida de baixa qualidade.
Talvez vícios comportamentais, comportamentos obsessivo-compulsivos.
Talvez mecanismos e programas mentais para desviar sua atenção daquilo que o corpo manifesta.
Ou tudo isso ao longo de muitos anos, construindo ativamente uma fragilização biológica, emocional e mental, projetando-se, em última instância, no seu corpo físico.
Ao longo de muitos anos, o corpo precisou lidar com alimento tóxico, digerir toxinas, aditivos químicos etc.
Ao longo de muitos anos, o corpo teve que lidar com as toxinas emocionais armazenadas.
Um permanente combate ao estresse no trabalho, nos relacionamentos, na família e às substâncias inflamatórias trazidas por produtos ultraprocessados, refinados e/ou alterados quimicamente, mascarando contaminações por insetos e bactérias. Comendo comida que não deveria ser chamada de comida.
Fico anos a fio “engolindo sapos” e comida química que me intoxicam, que me adoecem, que me envelhecem.
Mais ainda, vivencio eventos impactantes: traumas, abusos, acidentes etc.
Aí, eu crio mecanismos de sobrevivência para não olhar para o que sinto — por exemplo, ingerindo um calmante ou determinado tipo de alimento.
Então, me acostumo com esse alimento e, eventualmente, me vicio nele. Ou seja, não consigo ficar sem.
Finalmente, esse alimento ao qual estou viciado começa a me fazer mal; ou, quando meu chefe descarrega a frustração dele sobre mim, eu como um doce para diminuir a ansiedade, a culpa etc. Ou tomo uma dose de bebida alcoólica para relaxar no final do dia.
Então, em algum momento, preciso injetar insulina em doses crescentes para empurrar os açúcares para dentro das células, pois, acostumado que estou ao sofrimento, não permito à doçura da vida entrar em minhas células.
As mesmas células se tornam resistentes a essa enzima e/ou meu pâncreas não consegue mais produzi-la em quantidade suficiente para dar conta das altas doses de açúcar e farinhas refinadas que insisto em ingerir a cada dia.
Nestes tempos de internet, a informação está disponível. Mas, viciados que somos, distorcemos a realidade ao nosso redor para justificar nossos males e entregar nosso poder a um remédio que venha de fora para nos salvar.
Novamente: não existem vítimas!
A vítima é um papel que escolho representar, em alternância ao de agressor de mim mesmo.
A cada escolha de agredir meu corpo com comida ruim, eu alimento a vítima que serei amanhã.
A cada descarga emocional do meu chefe, em que assumo como verdade ser eu o culpado por ele se sentir mal, estou nutrindo a vítima dentro de mim. (No lugar do chefe, coloque talvez o marido, a esposa, o filho, um amigo, familiares etc.)
Eu crio a minha realidade, de acordo com as minhas escolhas.
A cura acontece quando eu escolho sair da vitimização, quando assumo responsabilidade pela minha vida. Quando tomo posse da minha vida.
A cura acontece quando escolho, permito, aceito a mudança que a doença reivindica.
A cura é um ato de entrega!
A cura é um ato de deixar ir, de desapego!
A cura é um ato de poder!
O poder está dentro de você!
A humanidade vem criando, ao longo da história, um sem-fim de produtos para oferecer cura.
O ácido acetilsalicílico, popularizado pelo nome de aspirina, foi sintetizado pela primeira vez há pouco mais de um século. Porém, a casca do salgueiro, que contém a salicina — precursora desse princípio ativo — já era usada pelos egípcios há mais de três mil anos, com a vantagem de não ter efeitos colaterais, como o de atacar o estômago.
Atualmente, dispomos de um imenso arsenal de substâncias nas prateleiras de drogarias e supermercados para inumeráveis problemas de saúde — como para gripes, resfriados, problemas digestivos, relaxamento muscular, dores diversas etc. — inclusive o ácido acetilsalicílico bufferizado, que diminui o impacto no estômago.
Com todo esse arsenal químico disponível, o antigripal não atua contra a gripe, mas contra o sintoma da gripe. Lembro de ter visto o anúncio de um produto que dizia combater sete sintomas da gripe. Sejam quais forem esses sintomas, o produto igualmente não combate a gripe, mas tão somente seus sintomas.
O que queremos é não sentir os sintomas, já que não somos capazes de evitar a gripe. Ou somos?
O que falam os especialistas: fazer exercícios regularmente, ter uma alimentação saudável e equilibrada e seguir todas as recomendações para manter um estado elevado de saúde mental, emocional e física. Mas isso parece dar muito trabalho.
É mais fácil tomar uma pílula para não sentir algo que venha a doer, para poder continuar a fazer as coisas do jeito que estou acostumado — em geral, para atender aos meus vícios comportamentais, alimentares etc. O vício de não olhar para o que sinto. De fingir que não vejo o que o corpo manifesta.
Não, não estou condenando os remédios. São ferramentas da nossa indústria, assim como todos os procedimentos clínicos, que podem ser — e são — de grande auxílio para toda a humanidade.
Nesta jornada rumo à consciência, usamos todos os recursos de que dispomos, e as ciências médicas têm muito a oferecer.
Tampouco estou me condenando, ou a você, pelos hábitos que possamos ter. Afinal, somos humanos. Estamos tendo uma experiência humana, em que a perfeição é uma utopia. Não somos e não seremos perfeitos aqui, neste plano dimensional onde vivemos.
Agora sim, somos humanos, mas não somos vítimas.
A imensa maioria das pessoas ainda usa o corpo físico como uma peça de roupa que vai se desgastando, até ter que jogar fora. Um carro abastecido com combustível adulterado, com a troca de óleo e a manutenção esquecidas.
O corpo físico é um veículo precioso para estarmos no mundo!
O corpo físico tem a capacidade de regeneração e autocura!
Mais ainda: o corpo físico tem uma imensa capacidade de resiliência frente às intempéries da vida, para renovação e autocura. São mecanismos biológicos e energéticos naturais, inerentes ao ser humano, que se somam à capacidade humana de criar a sua própria realidade.
O pulmão que fumou a vida inteira, que viveu carregado de alcatrão e de toda a carga tóxica decorrente desse vício, quando para de receber fumaça do cigarro, se restabelece, volta a ter vitalidade.
Agora, leia ou ouça com muita atenção: é você quem faz isso!
É você quem escolhe largar o vício. É você quem escolhe restaurar a saúde pulmonar, nesse exemplo. A cada respiração sem a fumaça, você dá nova vitalidade aos seus pulmões. Não, não são os seus pulmões que dão vitalidade a você. É você quem dá vitalidade aos seus pulmões.
Veja: da mesma forma que temos o poder de criar a disfunção — a doença e o envelhecimento —, temos o poder de criar a cura e o rejuvenescimento.
Você foi criado à imagem e semelhança do Criador!
O Criador deu a você a habilidade de criar. E você usa essa habilidade a cada dia, a cada momento, a cada respiração.
Sim, você cria o tempo todo!
Acostume-se com a ideia.
E então:
O que você está criando para você?
Se, eventualmente, a sua criação não estiver boa como você quer… que tal mudar?
Qual mudança?
A mudança que se manifesta fora, na sua vida, vem de dentro. De alguma forma, você está criando isso dentro de você. Sempre foi assim, sempre será assim.
Você pode intuir, você pode sentir. Vem do coração, vem do seu Eu superior. Não vem de fora, mas de dentro, da sua alma. Está aí. Sempre esteve aí, esperando você descobrir.
Agora, a tal da mudança já está acontecendo, no planeta todo e ao seu redor. Mas, antes de se manifestar fora, ela acontece dentro de você.
Que tal escolher, aceitar e permitir-se fluir através das mudanças?
O desafio está em aceitar que a mente do ego não controla a sua criação. Aquilo que você chama de “eu”, aí dentro de você, tem um poder extremamente limitado para a criação.
O poder está no coração!
Saiba que o único esteio para se estabilizar através da mudança está no seu coração!
Experimente trazer as mãos para tocarem a parte superior do seu peito. Sinta suas mãos ali. Sustente a sua percepção ali, onde as mãos tocam o peito. Apenas esteja ali.
E respire!
Não perca as novidades