A ascensão em um corpo físico
Ascensionar, encarnado num corpo físico, carrega premissas a serem percebidas com atenção:
Ascensionar significa abandonar a dualidade e dar posse do corpo ao Eu superior. Isso pode soar muito estranho…
Logo, explico: a única posse real sua, neste plano físico, é o seu corpo físico. Ainda assim, uma posse temporária e, conforme você se desconecta do seu corpo, ele deixa de ser seu. De fato, ao se desconectar do seu corpo, ele — o corpo físico — morre, e seus elementos são devolvidos à Mãe Terra.
Acontece que o seu Eu superior é você. Portanto, na ascensão, a posse do seu corpo não é transferida para outra entidade, mas para você mesmo, em um estado vibracional muito mais elevado do que o deste plano.
Assim traduzido em palavras, parece ser um movimento simples — de eu para mim mesmo —, porém, nós complicamos as coisas.
Senão, vejamos.
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Deixar ir, soltar, abandonar a dualidade:
Significa encerrar a experiência humana nos seus aspectos polares. As emoções densas saem, a luta sai, o sofrimento sai, o medo sai.
Fica a consciência, que é você.
A mente do ego, aquilo que você chama de “eu” aí dentro de você, deixa de existir como tal, pois ela não é operacional fora da dualidade. Para esse “eu”, as perspectivas são assustadoras.
Ora, se o medo sai, aquilo que se assusta — a mente do ego, que você criou para poder sobreviver na dualidade — também sai, já que ela é construída a partir do medo.
Mas, de fato, o que acontece é uma metamorfose do processador mental e da mente do ego, que vão continuar a operar. Sim, você precisa e vai continuar a usar os seus programas para funcionar no mundo: para lavar os pratos, escovar os dentes, escrever e ler, levar a colher de sopa à boca…
O que sai é a programação para o drama, para o medo. Saem as programações de julgamento e condenação, inerentes à mente do ego.
E agora, imagine: como seria você, a sua existência, sem qualquer julgamento? Sem qualquer condenação? Sem drama? Sem medo?
O ponto de referência que temos é o da própria mente do ego. Portanto, um referencial extremamente limitado. Algo como uma formiga olhando para um ser humano.
Para a mente do ego — a formiga —, apenas podemos esperar ser esmagados por esse ser que observamos, incapazes de entender que esse gigante diante de nós somos nós mesmos.
Em outra metáfora: perceber-se como um prisioneiro olhando pela fresta da porta, ansiando pela liberdade, sem enxergar que a gaiola ao seu redor foi criada por você mesmo, para tentar se proteger do próprio medo.
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Coragem!
Ascensionar, encarnado num corpo físico, demanda a sua escolha.
Esse é o primeiro passo, pois o seu livre-arbítrio sempre será respeitado.
OK, eu escolho. E aí?
Você começa a vivenciar as mudanças inerentes ao processo. A densidade começa a sair.
Perceba: velhos hábitos, vícios comportamentais começam a poder ser vistos por você, identificados por você, percebidos por você.
Por exemplo: você criou o hábito de “engolir” o que sentia — mágoa, ressentimento — a tal ponto que isso se tornou automático. Você finge que não é com você. Aí, de repente, as portas desse porão se escancaram, e você começa a sentir ondas de dor e sofrimentos engolidos, ali trancados.
Ah, não, isso eu não quero!
Então, o processo para. Porque o seu livre-arbítrio é respeitado.
Ocorre que a porta do porão está ficando mais e mais fina, conforme o planeta ascensiona. A Mãe Terra não é mais a mesma, a cada dia. Ela amorosamente nos empurra para a luz, para a consciência, porque ela, a Mãe Terra, está fazendo esse movimento ascensional. Um movimento implacável. Não há como impedi-lo, ainda que você queira.
Aí, do nada, você vive uma crise emocional que… nunca aconteceu antes.
Você toma umas pílulas para não sentir esses sintomas e vai levando — até, eventualmente, o corpo acusar o baque das densidades: doença, envelhecimento, enfim, disfunções biológicas se manifestam.
São as densidades acumuladas vindo à superfície para se expressarem, para serem vistas, para serem sentidas.
Veja: cada um de nós vai viver como escolher.
A imensa maioria da humanidade ainda escolhe o drama do mundo, a luta pela sobrevivência, a busca por prazeres de várias ordens.
E tudo está certo.
Apenas que — e, novamente — os véus estão ficando mais e mais tênues. Os véus vão se erguendo para, amorosamente, permitir que as pessoas escolham ver e aceitar quem elas, de fato, são.
Para a maioria das pessoas, isso pode e vai acontecer de forma inconsciente. Ou seja, após, por exemplo, longos processos de sofrimento com doenças e mortes (sim, várias vidas), elas vão se levantar da cama em algum momento e, sem se darem conta, estarão vendo a si mesmas de forma muito diferente do dia anterior, ou da vida anterior.
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Você está lendo ou ouvindo estas palavras; significa que você está fazendo o processo conscientemente.
Tá bom, mas “que vantagem Maria leva?”
Aqui vai um vislumbre:
Despertar conscientemente acelera e potencializa a cura, a autocura. Potencialmente, o seu corpo físico vai vibrar com mais saúde e vitalidade, o que pode estender longamente o seu tempo de vida nesta encarnação.
Você queima etapas, evita a necessidade de voltar em várias vidas para, através de trancos e barrancos, despertar.
Você abre o portal dimensional para conscientemente tomar posse do seu poder pessoal e criar a sua realidade na alegria, na abundância, na bem-aventurança.
De quebra, você oferece isso para o mundo. Como um farol, mostrando o caminho para outros que quiserem e escolherem enxergar.
Não há limites para o que você pode alcançar nesta sua jornada de vida.
Nesta vida, aqui e agora!
Sim, tudo isso é seu, é você! Você apenas esqueceu e está começando a lembrar novamente. Já está aí, esperando para se manifestar.
É seu de direito. Não é algo que um orbe mais elevado está lhe dando porque você se comportou direitinho… Sempre foi seu, sempre será seu. É o despertar, é relembrar quem você é.
Abra-se para receber o que é seu de direito.
Que assim seja.
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