Fomos criados “à imagem e semelhança” do Criador. (Gênesis 1:26-27)

 

A consciência está muito além da mente do ego, muito além do sistema operacional, muito além do cérebro.

A consciência é a programadora, a real construtora da realidade.

A frase de René Descartes, “penso, logo existo”, expõe a identificação que sentimos com a mente do ego. 

Se você parar de pensar, vai descobrir que você não deixa de existir.

De fato, você não precisa pensar para existir. Daí todos os esforços nas diferentes abordagens do que chamamos, genericamente, de meditação.

Presença plena, concentração, ausência de pensamentos. O processador mental pode parar e você continua a existir.

Ao ficarmos tão somente confinados e conduzidos pela mente do ego, tornamo-nos escravos de programas e condutas preestabelecidos, pré-programados. Programas construídos para a sobrevivência. 

É o que faz a imensa maioria das pessoas neste mundo, guiadas que são pelo medo.

Dê um passo atrás. Respire fundo: na expiração, o corpo mental relaxa, ele dá uma parada. Observe. Por uma fração de tempo, na expiração, você medita. Isso é poderoso, é físico, acontece no corpo físico. Experimente.

Observe como você funciona. Observe os programas que são disparados emocionalmente. Observe as suas reações emocionais frente às diferentes situações da vida.

. . .

Disse o Filho do Homem: “Orai e vigiai”. 

Podemos editar a frase da seguinte forma: “Medite e observe”. Estar presente com o que você sente e pensa.

Conforme você observa o seu funcionamento neste mundo, vai poder interferir nas programações da mente do ego. Vai poder ajustar os seus comportamentos, as emoções que você vai sentir em cada momento, as ações que você vai ter diante das mais diferentes situações. 

É você assumindo o comando da sua jornada de vida, neste corpo físico, nesta vida, aqui e agora.

Você pode escolher testemunhar, ou seja, observar o que você sente e pensa.

Você pode escolher olhar o que pensa e sente, sem julgar, sem fazer qualquer análise. Apenas observar.

Você faz isso focando a sua atenção na sua respiração. Ao fazê-lo, você está meditando.

Solte qualquer necessidade ou pretensão de perfeição, pois não há perfeição neste plano. Conforme você escolhe se observar, se perceber, a evolução, a ascensão acontece; é um processo natural.

O seu corpo físico é a ferramenta ascensional. 

Estar presente conscientemente no seu corpo físico é imensamente poderoso.

Isso porque, ao estar presente no seu corpo, você toma consciência do que sente e pensa. 

Ao observar o que pensa e sente, você começa a deixar de se identificar com o que acontece no seu corpo e ao seu redor.

De fato, tornando-se o observador, você se aproxima da sua consciência, do seu Eu superior, que, por sinal, é você.

A partir do espaço da consciência, você dá um salto logarítmico na forma de criar a sua realidade.

Entenda: a consciência sempre esteve aí.

Ocorre que, enquanto estamos identificados com os dramas da mente do ego, não conseguimos enxergar quem somos.

Vamos simples. 

O medo nos afasta da consciência. O medo nos prende ao drama da mente do ego.

A mente do ego tem seu foco em:

O que deu errado? O que pode dar errado?

O que pode me ferir? O que pode me magoar?

Sempre olhando para as experiências já vividas. O que deu errado lá atrás? O que me magoou?  

Focada que está no perigo, no que deu errado, no que me feriu e me magoou, o que posso esperar criar a partir dessa situação, além de mais disso?

Você foi criado à imagem e semelhança do Criador! 

Você cria!

Onde você coloca a sua atenção, você cria!

Se a sua atenção está voltada para o drama, o que mais você vai criar além de mais drama?

Agora, perceba como estamos todos habituados a olhar o que deu errado.

Num reality show, pessoas são colocadas em isolamento do mundo. Só dá audiência se der “barraco”, se der conflito, ciumeira, competição…

Veja como ainda eu e você estamos fascinados e presos ao circo romano. Onde os gladiadores lutam pela sua sobrevivência e, quando um cai, a audiência avalia se o caído lutou bem ou não e, por meio de um positivo ou negativo, com os polegares apontando para cima ou para baixo, determinam se o caído deve sobreviver ou morrer.

Os polegares, aprovando e desaprovando, ainda estão aqui entre nós — nas redes sociais, por exemplo. Logo, o circo romano também.

Você está lendo ou ouvindo este texto. Você pode escolher deixar ir esses vícios comportamentais que o mantém um servo do medo em muitos momentos, ou o tempo todo.

Talvez você sinta de trazer a sua atenção para a sua respiração. Talvez, trazer sua mão para tocar o seu peito. Sentir a pressão de sua mão e respirar fundo.

Apenas você pode escolher por você.

Escolher a sua consciência.

Escolher ser guiado pela sua intuição, pelo seu coração.

Você pode escolher e dar permissão para ter ajuda para essa mudança na sua forma de estar neste mundo. Você tem e sempre terá ajuda, sempre que escolher receber ajuda.

Reivindique o que é seu de direito.

Não é o pedido de um pedinte, de uma vítima, tampouco o mando do déspota, do agressor. É abrir-se para receber aquilo que é seu. 

Ninguém está dando a você aquilo que já é seu e já está aí, esperando você reivindicar e trazer para a realização.

Abra-se para receber a sua herança divina. É sua e já está aí!

É assumir responsabilidade por aquilo que você cria a cada momento, na sua vida.

Não é e não será perfeito, pois não há perfeição neste plano físico.

É você tomar a sua vida em suas mãos. Sem medo de errar, pois não existe erro. O que existe é o aprendizado por meio de cada experiência de vida.

E se o que você criou ao seu redor — o que o mundo reflete na sua criação — não é o que você prefere ou deseja? Então há mais aprendizado pela frente.

A jornada é soltar as crenças na luta e no sofrimento e aprender a confiar na sua capacidade de criação.

Toda essa mudança de paradigma — de sair da criação a partir do medo, para criar a partir do coração — está acontecendo conforme você escolhe, em momentos, a cada momento, estar presente no seu corpo físico.

A consciência cria.

Você é a consciência.

Respire.

Que assim seja.