A grande ilusão!
A Semana Luiz de Queiroz é uma celebração para os ex-alunos dos cursos oferecidos naquele ambiente universitário. Os formados ao longo dos quinquênios participam com seus ex-colegas dessa tradição, criada para honrar uma história de mais de 120 anos daquele campus.
Dentre as atividades, acontece uma solenidade para celebrar a turma que completa as bodas de prata (25 anos de formados), as bodas de ouro (50 anos de formados), as bodas dos formados há 60 anos e as bodas de diamante, daqueles formados há 70 anos.
Assim, a cada grupo anunciado, os ex-alunos entram ao som da mesma música imponente tocada na formatura. A música remonta a toda a epopeia vivida, e a emoção se apresenta. Eu estou lá, testemunhando aqueles heroicos formados que buscam trazer significado para suas vidas e que, ali, entre os seus iguais, fazem suas entradas triunfais, desafiando o tempo em meio a toda aquela emoção.
O último a entrar no salão é o ex-aluno com maior tempo de formatura e que comparece anualmente (nunca se sabe se virá na próxima), com seus 72 anos de formado.
Testemunhar-me naquele ambiente de muitos aplausos para aqueles que tão somente logram estar vivos por mais um ano.
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Apresentar-me a esses encontros sempre foi desafiador para mim. Tenho enorme dificuldade em reconhecer os ex-colegas, além de grande acanhamento. A velha sensação de me sentir um estranho no ninho. Ainda mais porque muitos deles interagem em grupos de redes sociais e encontros periódicos, o que não dou conta de acompanhar.
E lá estava eu, conseguindo interagir com meus antigos colegas e contando com a generosidade de muitos, que concederam sua atenção para conversar comigo, ao que reporto aqui minha gratidão.
Posar na foto com o grupo durante o jantar, estar naquele meio, sentir-me parte integrante deste planeta. Olhar para todas aquelas jornadas de vida. Os encontros e desencontros vividos. Dar-me conta dos muitos que já partiram deste plano.
Encontrei naquelas pessoas muitos elementos que apontam para a construção do envelhecimento, é verdade. Elementos que espelham a mim mesmo. Mas, acima de tudo, encontrei e celebrei todas aquelas almas extraordinárias que tão somente seguem em frente. Uma linda egrégora, onde todos se apoiam emocionalmente, ainda que por aquelas poucas horas, na jornada heroica de suas vidas.
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Construímos, ao longo dos anos vividos após nossos nascimentos, uma relação linear com o tempo. Um segundo depois do outro. De fato, não há outra forma de perceber o tempo a partir de onde estamos neste plano dimensional.
Contudo, a própria física relativista já nos trouxe a percepção de que o tempo não é constante, mas uma variável, podendo “andar” mais rápido ou mais lentamente, conforme a curva espaço/tempo é afetada pela velocidade e, também, pela ação da gravidade.
Muito bem, isso posto, o que vem para ser expresso aqui?
Tanto o tempo quanto a gravidade são energias multidimensionais. O que quer dizer isso?
Vamos dar algumas pistas: quando abro o Star Gate, por exemplo, mais de duzentas dimensões do tempo são ativadas. E é aí que a mente do ego não consegue processar a informação.
A mente do ego é linear e, portanto, completamente incapaz de entender quaisquer informações de dimensões além dela mesma.
E, embora tenhamos esta limitação dimensional para enxergar a realidade expandida, já dispomos de ferramentas sensoriais para captar essa expansão. Caso contrário, não seria possível estar trazendo este assunto aqui.
Existe uma sensação de que o tempo está voando. O ano mal tem início, e já se vão os meses. Quando nos damos conta, estamos pendurando bolas de Natal num pinheiro novamente.
Observe essa sensação, essa impressão. É difícil traduzir essa sensação em palavras, mas está aí. Há um consenso sobre essa sensação. O tempo está voando.
O planeta Terra continua a dar voltas no seu eixo, praticamente na mesma velocidade de sempre (há uma pequena aceleração, já detectada por nossos instrumentos, mas que tem grande impacto na nossa percepção). Seja como for, eu percebo o tempo de forma diferente do que percebia no passado.
Portanto, o que de fato está mudando é a minha percepção. Eu me percebo diferente ao longo do tempo. Eu estou me tornando mais e mais multidimensional.
Sim, coloco o texto na primeira pessoa do singular, mas você que está lendo ou ouvindo estas palavras também está, igualmente, mais e mais multidimensional.
Solte a ilusão de que isso é algo que acontece apenas com os outros.
O desdobramento do tempo, em seus inúmeros aspectos multidimensionais, nos coloca diante de um imenso novo potencial para existirmos aqui nesta dimensão e, simultaneamente, a partir de outras dimensões às quais pertencemos.
Agora, mais um passo:
O que determina a sua relação com o tempo e com a gravidade é você!
A sua consciência é multidimensional, portanto, essa é a ferramenta para manejar o tempo, o espaço e a gravidade — sim, a gravidade também.
Agora, a consciência, de fato, não é uma ferramenta. A consciência é você!
Tampouco caia na ilusão de identificar-se com a sua mente do ego. Ou seja, achar que aquilo que você chama de “eu”, aí dentro da sua mente do ego, é você. Perceba: isso apenas nivela você por baixo, com a sua personalidade, com a sua experiência humana nesta vida, neste corpo físico.
A ilusão de que você é o seu corpo físico, a sua profissão, a sua função no tecido social etc.
Você é muito mais magnífico, na sua multidimensionalidade, do que sua mente do ego possa vagamente imaginar.
Toda essa aproximação vai trazendo a plasticidade da realidade ao nosso redor. Veja, tudo é variável. O tempo, o espaço, a gravidade.
Aí você pode querer perguntar: o que tem a gravidade a ver com tudo isso?
Tempo, espaço e gravidade interagem dimensionalmente. Um influencia o outro. Um age sobre o outro, de forma a alterar a expressão desses elementos no plano físico onde estamos.
Essa interação afeta diretamente a percepção que temos desses elementos.
Quem faz isso? Você e eu! Cada ser humano na face deste planeta, principalmente os encarnados.
O que vem de fora? Do meu entorno?
Eu vejo as pessoas ficando velhas e faço igual!
Vi meus avós envelhecerem e morrerem. Vi meus mais percorrerem o mesmo caminho, e faço igual.
Aquilo em que você acredita é verdade! É a sua verdade.
Observe as guerras de narrativas nas mídias sociais. Cada um buscando ter razão sobre este ou aquele assunto.
Talvez você possa, conscientemente, escolher diferente do que foi ensinado. Escolher a partir da sua consciência, do seu coração.
Qual a verdade que você quer trazer para a realização, em uma nova linha do tempo? Sempre esteve e sempre estará disponível.
Cura, vitalidade, alegria, abundância, rejuvenescimento…?
Aqui chegamos a um ponto fundamental:
Eu posso moldar, e moldo, a realidade ao meu redor!
Logo, eu não sou uma vítima dos acontecimentos!
Eu sou, de fato, o criador dos acontecimentos!
Eu crio a realidade ao meu redor!
Eu sou!
Alguém pode dizer que não gosta da realidade em que vive. Pois então, saiba que o ponto de mudança é você.
Você criou algo de que não gosta. Agradeça a esse aprendizado e crie diferente, então.
Comece dispensando qualquer juízo de valor sobre o que está acontecendo ao seu redor. O julgamento vem da mente do ego, vem do passado. Apenas olhe, sinta e respire.
Então, abra-se para receber ajuda. Sim, peça e lhe será dado.
Precisamos de ajuda, e temos ajuda.
Abra-se para os seus desejos do coração, que é o portal dimensional que está se abrindo.
Mas como é isso de abrir o coração para acessar os desejos dali?
Tudo diz respeito a você escolher manifestar os desejos do coração. Intencionar isso. Sim, “faça-se o verbo” é poderoso: “Eu escolho manifestar os desejos do coração!”
Peça ajuda! Peça orientação! Peça para lhe mostrarem qual é o próximo passo.
Pedir para quem? Para seus guias, mestres, seu Eu Superior, sua Alma, Deus, Pleiadianos, anjos, sua família de origem etc. Quaisquer seres de luz. Peça!
Não é o pedir de um pedinte. Não estamos mendigando nossa luz.
É reivindicar o que é seu de direito. O poder é seu; seu de direito.
Você tem toda a ajuda que precisar. Apenas lembre-se de que quem faz a jornada é você. Eles não vão impedir você de ter a sua experiência. Mas vão lhe ajudar, pois esse é o compromisso deles com você.
Os seres de luz ao seu redor sempre vão respeitar o seu livre arbítrio. E eles só podem ajudar se você der permissão.
Saiba que não há perfeição neste plano físico. Portanto, nem eu nem você somos ou seremos perfeitos em nossa jornada, em nossas escolhas.
Conscientemente, escolha dar mais um passo.
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