Todo ser humano traz consigo um impulso natural para a busca da realização.

A realização diz respeito a um plano de voo. Eu e você viemos para este mundo com uma série de propósitos de aprendizado, como metas evolutivas para experienciarmos ao longo de nossas vidas.

Não há garantia de sermos bem-sucedidos nessa empreitada, pois, dentro do livre-arbítrio que impera como pano de fundo existencial, podemos nos perder de nossos objetivos traçados antes de aterrissarmos para mais uma vida.

A realização está em trazer à tona esses propósitos e vivenciá-los, realizá-los, aprender com as experiências e evoluir enquanto ser humano.

Aqui surge um ponto fundamental: quais são os propósitos que estão na minha lista de realização?

O propósito não vem de fora. Não se trata de orientações recebidas na sua educação, em casa ou na escola. Não é uma lista construída no corpo mental. Não é pensando, nem mentalizando, que você acessa essa informação.

O propósito expressa-se através dos desejos do coração.

Está em seu coração.

O quarto corpo conecta você à Alma e ao seu Eu Superior.

Ocorre que você, sua Alma e seu Eu Superior não são indivíduos distintos.

Tudo é você.

O movimento para a realização é natural. Acontece quando você deixa os padrões de luta para poder se alinhar com a sua própria natureza. Passo a passo. A cada momento.

A separatividade que experienciamos nesta dimensão dual está com os seus dias contados, o que abre e facilita o acesso aos nossos corpos superiores.

As informações que conduzem você para a realização vêm como intuições, sensações e percepções, todas de além da mente do ego. As intuições vão se traduzir em pensamentos, mas elas não vêm de fora e sim de dentro de você.

Permita-se abrir para o seu coração, para a sua própria realização.

E como eu faço isso?

Vamos simples:

1º passo: você escolhe acessar a sua realização aqui, através deste corpo físico, através desta vida que você está vivendo.

2º passo: você dá permissão para a sua realização acontecer.

3º passo: você abre espaço na sua agenda, nas suas tarefas, para estar apenas com você, em momentos de quietude. Apenas estar com você. Pode ser num momento programado ou um momento que acontece de repente. Você apenas para e respira. Eventualmente, você pode sentir de abrir uma sala de autocura no nosso canal no YouTube e simplesmente relaxar.

4º passo: transforme esses momentos de quietude em um hábito. Quando você se der conta, pode ser que esteja o tempo todo nesse espaço de relaxamento. É nesse espaço de quietude que você acessa o próximo passo.

São muitos os locais e situações onde encontrei a quietude. Em inúmeras viagens, sempre encontrei locais para me aquietar, inclusive dirigindo um carro.

Hoje já não é um exercício, mas um espaço prioritário em quaisquer atividades que eu venha a fazer, por exemplo, para poder escrever este texto. Inclusive, a de ir ao banheiro para um banho, para fazer minha toalete, preparar algo para comer, sentar-me à mesa para uma refeição, cuidar do jardim – que aqui é grande – ou apenas estar no jardim e respirar.

É essencial largar as coleiras eletrônicas (celulares etc.) e apenas ter esses momentos como preciosidades na minha vida.

E tudo acontece naturalmente. Sim, eu tenho compromissos e vou vivenciando o que tenho que fazer, conforme encontro, abro espaços para estar apenas comigo. Não há uma briga com o relógio, mas um fluir através de cada dia que tenho para viver.

Nesse espaço, inclusive, eu me aviso de compromissos que tenham horário. Entenda isso: dificilmente sou despertado pelo alarme quando tenho compromisso pela manhã; quase sempre acordo antes. E isso não é uma primazia minha; ouço muitos relatos similares.

É importante e central ter claro que tudo isso sou eu. Eu, presente na minha vida, no meu movimento pelo mundo.

E sim, para você podem ser muito diferentes as manifestações de sua presença no mundo, mas o importante é você reconhecer isso. Tudo isso é você!

O ruído do mundo vai continuar, sustentando realidades de conflito, desespero e medo. Sempre conduzindo para experiências de inconsciência.

Jogos nas telinhas, vídeos dramáticos, notícias bombásticas, uma infinidade de distrações do mundo lá fora, chamando você para fazer isso ou aquilo, como um mar turbulento disputando a sua atenção.

Você, assim como eu, carrega muitos vícios comportamentais, mas, a partir desses momentos de quietude, podemos ter clareza e presença para fazer escolhas conscientes e não mais sermos gado boiado, ouvindo de fora o que temos que consumir, experienciar e onde focar a atenção.

Nos momentos de quietude, você foca em você, no seu corpo, no seu momento. O que o seu corpo está dizendo, sentindo? O que o seu corpo mental está pensando?

Perceba: a sua mente do ego, assim como a minha, tem muitos pensamentos. Os pensamentos não são você; são apenas pensamentos.

As sensações, sentimentos, emoções que o seu corpo expressa não determinam quem você é.

Os momentos de quietude são para isso: observar o que acontece aí em você, no seu corpo físico, emocional e mental.

É nesses momentos de quietude, em que você apenas observa tudo aí dentro, que a comunicação com o quarto corpo, o coração, acontece.

Conforme você se habitua a testemunhar o que acontece aí dentro, você transforma a sua forma de estar no mundo.

A autocura, acessar o próximo passo com clareza, saber para onde seguir na sua vida passam a fazer parte da sua realidade diária.

Não é um fazer e sim apenas estar presente.

Julgamento, medo, ansiedade e tantas outras energias densas obliteram o fluxo da vida.

Os momentos de quietude representam a jornada de volta para quem, de fato, você é.

Dedicar-se a ter momentos apenas com você, tomando um café na esquina ou onde for, é um ato de poder. 

É libertador.