O ser humano é vastamente mais complexo do que a mente do ego mecanicista quer crer.
Entretanto, saiba que fazer uso dessa complexidade é simples.
De fato, você já o faz!
Respire fundo e tenha calma nesta leitura, ou audição. Dê permissão para expandir a sua percepção de si mesmo. Pois, salvo alguma crença autolimitante que pode eventualmente atrapalhar um pouco, de fato, é fácil.
Assim como você não precisa entender como funciona o mecanismo de erguer e abaixar o seu braço, você pode olhar essas palavras — ou ouvi-las — e traduzir o seu significado em entendimento através dos seus corpos conscientes, com pouco ou sem esforço.
Portanto, apenas relaxe através das descrições que se seguem, permitindo a experiência de se abrir para uma perspectiva diferente do convencional.
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O corpo humano é a materialização de um veículo que nos possibilita existirmos neste plano físico.
E é parte integrante de todo o movimento d’Os Corpos da Alma ajudar você e qualquer pessoa que escolhe ler ou ouvir estas palavras a se perceber a partir de um ponto de vista mais amplo em relação à sua expressão, através deste que é o seu precioso veículo – o seu corpo físico, que aqui chamamos de ferramenta ascensional (há um texto específico sobre este assunto).
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Vamos lá.
O seu corpo físico possibilita uma experiência existencial de individualidade. Você está no mundo e, através do seu corpo físico, tem a experiência de se perceber separado de todos os outros seres humanos do planeta.
O seu sistema imunológico colabora diretamente com esta percepção:
O que sou “eu” / o que é o outro.
O sistema imunológico é uma ferramenta muito sofisticada, intrínseca ao seu DNA e, portanto, parte integrante deste corpo senciente.
Sim, talvez você sinta de abrir-se para a possibilidade de aceitar que existe dentro de você um corpo que sabe que existe e que está às suas ordens, mas que talvez você ainda não o reconheça, não o perceba.
Bem, saiba que é exatamente isso que você está fazendo aqui: ativando a sua interação com o seu corpo senciente do DNA, com o seu sistema imunológico.
Tomando posse deste corpo.
Assumindo o comando deste corpo.
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A comunicação com o seu sistema imunológico é intuitiva, não mental, mas através do seu portal do coração.
A sua mente do ego, aquilo que você chama de “eu” aí dentro de você, pode duvidar, pode achar estranho, pode querer ridicularizar o que está sendo transmitido aqui…
Deixe-a tagarelar, apenas respire fundo e permita-se seguir em frente.
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Discernimento.
Esta é a palavra mais relevante para explicar a função do seu sistema imunológico.
A nossa ciência já entende o nosso sistema imunológico como capaz de identificar organismos maléficos dentro do corpo físico e eliminá-los.
Essa definição, porém, traduz de forma minimalista a gigantesca amplitude e capacidade desse extraordinário sistema que possibilita cada um de nós existir neste plano físico.
O sistema imunológico integra a capacidade inata do DNA para discernir, a cada nanosegundo, como responder a cada evento, a cada partícula que entra no corpo, a cada situação que se apresenta dentro da experiência humana.
Traduzindo em miúdos, o que entra no nosso corpo, no nosso campo energético?
Substâncias físicas, como água, ar, alimentos. A substância do mundo.
Organismos vivos, microrganismos.
Substâncias energéticas, como luz e calor solares, por exemplo.
Substâncias emocionais, portanto também energéticas, que nos impulsionam, que nos movem pelo mundo.
Substâncias etéricas, consciências de fora do nosso campo energético que se comportam de acordo com impulsos externos, fora da nossa própria vontade.
É função do sistema imunológico discernir, dentre essas incontáveis substâncias, energias, emoções e informações que vêm de fora, o que escolho integrar através do meu campo energético, através do meu corpo físico.
Tudo isso acontecendo o tempo todo e simultaneamente, a cada nanosegundo.
O entendimento que temos através do nosso corpo mental, da nossa mente do ego, é limitado, de fato extremamente limitado, por uma percepção de causa e efeito.
E se houver incontáveis causas e incontáveis efeitos, tudo isso inerente à nossa própria existência neste plano físico? Não há como o corpo mental processar toda essa informação instantaneamente e não se perder nesta missão inglória.
Permita exemplificar:
Imagine que eu estou no meio de uma pandemia, acompanhando o noticiário, vendo quantas pessoas estão morrendo a cada dia em função de uma doença que se alastra.
O medo percorre o meu ser a cada notícia de um conhecido ou do conhecido de um conhecido que morreu acometido dessa doença.
Em determinado momento, eu começo a manifestar os sintomas da doença. Aí eu, tomado pelo medo, penso:
Vou morrer!
Conforme a fragilidade do meu corpo físico, conforme a crença na minha morte iminente, eu acabo por cumprir a profecia, a “autoprofecia”.
Assim, transmito ao meu sistema imunológico a ordem para ele fraquejar.
Transmito ao meu sistema imunológico a minha decisão de desistir da vida neste corpo físico.
É importante entender que, sim, existe uma parte minha, um aspecto meu, que quer viver, continuar a viver neste corpo físico. Porém, eu transmito para o meu corpo a mensagem ora de desistir e sucumbir à morte, ora de continuar vivo ainda neste corpo.
Pobre do meu sistema imunológico, que fica oscilando entre fraquejar, deixar o inimigo vencer e, portanto, matar o corpo, ou responder à invasão biológica e dissipar o assim chamado inimigo.
Nessa oscilação dual, despejo no meu corpo físico toda uma carga emocional ancorada no medo, exigindo dele enorme esforço para conter, para equilibrar desejos antagônicos, escolhas opostas a cada momento, a cada nanosegundo.
O esforço do corpo físico para sobreviver às polarizações mentais é descomunal. Despende a energia vital como um ralo, esgotando a própria vitalidade que é inerente a quem eu sou.
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Em outro exemplo, eu estou no meu ambiente de trabalho, sofrendo o assédio moral do meu chefe, que insiste em enfatizar, fazer crescer, agigantar algum deslize que eu tenha cometido ou que ele me levou a acreditar que eu fui o responsável.
Estressado, eu despejo cortisol no meu corpo.
A “verdade” implantada pelo meu chefe colide com a minha integridade.
Ainda, ao voltar para casa, despejo na minha companheira ou companheiro, nos meus filhos, todo o estresse vivido durante o dia… Ou me entrego a ingerir alguma substância alcoólica ou comprada na farmácia para relaxar, esquecer ou não sentir o sofrimento.
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O motivo de colocar os exemplos acima na primeira pessoa do singular, “eu”, é para que você e eu tenhamos claro que estamos vivendo uma experiência humana. E, assim como você, eu teria incontáveis experiências pessoais que referendam os exemplos dados acima.
Tudo isso dito para, conscientemente, eu e você escolhermos soltar, deixar ir qualquer julgamento.
Sim, porque o julgamento traz a condenação. Dentro desse espaço de autocondenação ou de condenação de outra pessoa, apenas estaríamos nos aprisionando à experiência.
O julgamento e a condenação rejeitam a experiência. Ao rejeitar, eu crio um vínculo com a experiência, seja por culpa atribuída ao outro, a mim mesmo, ou por qualquer emoção densa, como mágoa, ressentimento, raiva, ansiedade, angústia etc.
Na rejeição da experiência, atribuindo uma emoção densa a ela, você fica preso àquilo que você rejeitou. Quanto maior a intensidade emocional, mais forte é o vínculo.
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Venha para o discernimento, para a clareza de que você já viveu incontáveis experiências, as quais você rejeitou, negou e, inclusive, escondeu de si mesmo.
Os assim chamados jogos da dualidade perduraram ao longo de muitas vidas.
Contudo, todas as experiências vividas, quer você tenha apreciado ou não, trouxeram você até este exato agora.
Portanto, você pode agora escolher fazer as pazes com o seu sistema imunológico.
Você pode escolher agora, exatamente agora, soltar, permitir desmontar e dissolver os velhos mecanismos de julgamento e condenação.
Convido você a prestar atenção nisto:
A todo momento em que você aprecia ou rejeita um evento, você acaba de julgá-lo e condená-lo.
Portanto, você fica em um lado do pêndulo: isso é bom ou isso é ruim, o que impulsiona a oscilação pendular da sua realidade.
Conforme você alimenta, conforme coloca energia nesse movimento de oscilação, você continua preso no emaranhamento da dualidade.
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A cura do sistema imunológico passa pela quietude do observador.
A cura acontece quando você para de jogar. Quando você para de julgar e de condenar.
A consciência tem o poder de transcender a polarização dual que vem de fora, que insiste em trazer a sua atenção para fora. Para fora do seu campo energético, para fora do seu corpo.
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Estar fora resulta no seu alinhamento com aquilo que é dado a você em troca da sua atenção.
Você dá a sua atenção para fora, nas infinitas experiências fora, e, ao fazê-lo, você se perde.
Perdido fora, o discernimento se perde também.
Perder o discernimento polariza, enfraquece o seu sistema imunológico.
Na brutal polarização, ele faz e desfaz, ele anda e para, trabalhando de forma extremamente ineficiente.
As consequências:
O adoecimento do corpo.
O envelhecimento do corpo.
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A cura:
Respire fundo.
Venha para dentro.
Cultive, construa, estimule um estado de quietude interior.
Conforme você se treina a julgar menos, a dispersar menos a sua atenção no mundo fora, no ruído do mundo, então, passo a passo, a quietude interior pode se manifestar.
É treinamento, mas, acima de tudo, são escolhas que você faz a cada momento.
Liberte o seu sistema imunológico da instabilidade polar entre aceitação e rejeição.
Dê permissão para entregar cada experiência vivida ao seu coração, soltando qualquer julgamento.
Hoje, eu vivo o que se apresenta para ser vivido.
Agora, eu dou permissão para o meu sistema imunológico ter clareza e discernimento entre o que me traz vitalidade e o que eu já posso soltar.
Que assim seja.
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