O apego à forma é consequência natural do isolamento que temos experienciado em muitas vidas.
Este isolamento é uma ilusão, que aceitamos como verdade, fruto de um desvio de orientação, um desvio de rota ao qual nos submetemos, ao qual demos permissão inconsciente para acontecer, ao qual demos poder e que gerou a profunda sensação de desconexão que sentimos hoje.
Nesta ilusão, orquestrada por aquilo que chamamos aqui de “poder estabelecido”, vivemos sob a égide do medo.
Demos nosso poder ao medo.
Demos nosso poder divino ao medo.
Alimentamos e nutrimos o medo.
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Ao vivenciar algo de impacto negativo, que supostamente venha de fora, seja uma ameaça real ou não, a tradução do corpo e da mente do ego, que foram treinados exaustivamente na escassez, na brutalidade e na manipulação, é o medo ou seus derivativos emocionais, como a raiva, o ódio, a desesperança, a desistência.
Ao examinarmos a história conhecida da humanidade, a história de nossas famílias terrenas, vamos encontrar enorme abundância desse treinamento na escassez.
Olhar ao redor e apenas ver um mar de desespero e sofrimento.
Sofrimento daqueles que vivem em campos de guerra, entre países, entre grupos de dominação em cidades, bairros, dentro de ambientes de trabalho, dentro de famílias, em uma aparentemente eterna luta pela sobrevivência.
O sofrimento manifesta-se até mesmo entre os estóicos que, ao olharem no espelho, veem os sinais de desgaste e envelhecimento do corpo. Podem fingir que não é com eles, mas o corpo não mente.
Qual gado boiado, seguimos para o abatedouro da morte, que ainda é creditada como inevitável, sentindo-nos absolutamente impotentes para enxergar qualquer possibilidade de mudança desse cenário.
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Pois bem, você leu ou ouviu até aqui.
Talvez você possa se abrir para o seguinte:
Você é a fonte de energia que abasteceu a criação de tudo isso que está ao teu redor!
Portanto, você ajudou e ajuda a criar a realidade que está aí!
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Esta realidade que você vem ajudando a criar na sua vida não está legal?
O que fazer para mudar isso?
Atente para a próxima pergunta:
O que fazer para deixar de criar esta realidade que não me agrada?
Resposta: solte!
Mas soltar o quê?
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A água não se prende a nada.
Ela não enfrenta a pedra no leito do rio.
Ela contorna a pedra e segue fluindo.
Não há esforço.
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Solte a luta.
Solte o esforço.
Solte a reatividade.
Solte a ralação.
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Mas há algo mais e fundamental para ser visto e entendido aqui:
Solte o consentimento que você deu para ser usado!
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Como funciona o mecanismo?
A física newtoniana traz uma explicação inicial: causa e efeito.
Mas a física quântica é que traz a explicação coerente: pareamento quântico.
Traduzindo em miúdos, veja neste exemplo:
No antigo “circo romano”, as emoções eram intensas: raiva, ódio, desespero, medo, horror, fascinação, sadismo…
No drama das pessoas sendo devoradas por animais famintos ou soldados lutando até a morte, o público entra em ressonância.
Ou seja, o espectador entra em alinhamento com o que aqueles que estão na arena estão sentindo.
O soldado, lutando pela sua vida, deixa-se tomar pela raiva, que pode levá-lo à vitória sobre o adversário.
A plateia também entra na raiva, como se o espectador fosse o próprio soldado.
Nesta identificação com o que eu estou vendo na arena e ao meu redor, eu entro em ressonância com o que vejo.
Mergulho no drama do soldado.
Vibro na mesma frequência do soldado.
Entro em pareamento energético com o soldado.
Eu me torno o soldado.
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Uma vez que eu esteja pareado com as emoções densas, ou seja:
Uma vez que eu esteja tomado pelas emoções densas;
Não sou eu quem de fato está no comando;
Ao estar tomado pela emoção densa, eu estou na inconsciência.
Neste espaço de não estar consciente de mim mesmo, mas tomado pela raiva, ódio, desespero etc., é quando me torno fonte de energia para alimentar uma entidade fora.
Seja esta entidade um obsessor, um parasita, um vampiro etc.
A entidade externa pode ser uma pessoa: um chefe, um subordinado, um ente querido, alguém da família, um pai, uma mãe, um filho ou uma alma não encarnada, inclusive.
Ou pode ser uma organização:
Uma empresa de comunicação que apenas alimenta tragédias em seus noticiários.
Um ditador que elimina qualquer adversário.
Um órgão governamental que oprime a população.
Uma rede social que manipula e alimenta a viralização de material viciante, mantendo seu público na inconsciência.
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A escravidão, a exploração humana, deriva de uma profunda, crônica e sistêmica crença na escassez, na reatividade, na polarização, nas emoções densas.
Esta crença desumana perpetua-se através da inconsciência, que a retroalimenta.
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Tenha claro: lutar contra uma pessoa, uma estrutura, uma organização ou o que for apenas vai alimentar a luta.
Para lutar, é preciso fechar o coração.
O soldado, de coração fechado, está inconsciente.
Ele luta para defender uma causa.
Ele projeta a culpa em alguém, em alguma organização…
E assim perpetuamos a inconsciência.
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Erguendo a cabeça acima e afora da manada.
Quando você para de lutar,
Quando você enxerga as regras do jogo, que você jogou longamente,
Quando você começa a ter clareza do que o seu corpo está sentindo,
Então, você está começando a entender como você funciona na matriz da realidade que habita.
Você está fazendo isso exatamente agora.
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O que fazer?
Respire!
A respiração consciente te traz para o aqui e agora.
Neste espaço de presença, você começa a se tornar menos reativo.
O impulso de sobrevivência vai ficando para trás.
Conforme a luta pela sobrevivência vai esfriando dentro de você,
Alguém que te provocava, ou uma situação que te ultrajava, já não tira mais você do seu centro.
Uma autoridade que te amedrontava já não tem o mesmo impacto.
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Importante:
Conscientemente, escolha tirar qualquer consentimento dado para tomarem a sua energia.
Talvez você sinta vontade de fazer uma pequena cerimônia, sozinho, anunciando ao universo a sua escolha, a sua intenção, a sua decisão.
Por exemplo:
“Eu escolho, intenciono, decido tirar qualquer consentimento dado de forma consciente ou não para ser explorado e/ou captarem minha energia.”
“Eu sou!”
Ao fazê-lo, você começa o processo de fechar algum vazamento de energia no seu campo energético.
Você começa a vibrar em frequências de abundância.
E, mais ainda, começa a vibrar através do seu campo, ao seu redor e no mundo, a cura desta crença antiga e arraigada de escassez no planeta.
Há trabalho a ser feito, mas vale a pena.
Qual abundância você quer na sua vida?
Abundância de sofrimento?
Ou abundância de cura e prosperidade?
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Ao longo de muitas vidas, você se treinou para sobreviver através da reatividade, do bateu levou.
Agora é o tempo de se treinar para estar no seu centro, na sua presença.
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É você no comando!
A alegria, o amor, a compaixão dissipam qualquer densidade.
O que você está vendo na telinha te ajuda a sentir alegria?
Ou te amarra ao drama?
Sinta no seu corpo, no seu coração.
É uma jornada aprender a dizer sim com sinceridade e dizer não com clareza.
É um ato de poder.
Eu sou!
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