Naquele final de tarde, eu levava meus filhos para ficarem com meus pais no sítio.
Já estava escurecendo e, na parte mais alta da rua, logo antes da chegada, algo chamou minha atenção. Como se eu precisasse olhar para a esquerda.
A talvez um quilômetro em linha reta, no topo de um morro, havia luz, muita luz.
Parecia a iluminação de um estádio de futebol.
Parei o carro para olhar melhor e supus que era algum pátio de obras.
Ao chegar à casa de meus pais no sítio, ainda saí para olhar novamente aquela iluminação intensa.
No dia seguinte, no domingo à tarde, voltei ao sítio para buscar meus filhos.
Sob a luz do dia, eu paro o carro e olho para exatamente o mesmo local da enorme iluminação do dia anterior.
Uma densa mata. Apenas árvores naquela área e ao redor.
A floresta ocupava o local das fortes luzes. Nenhuma construção humana que pudesse produzir tal luminosidade.
Fiquei profundamente intrigado com o evento.
O filme de Spielberg, “Contatos Imediatos do 3º Grau”, saltou das telas para começar a mudar a minha perspectiva da realidade.
Tudo em preparação para me habituar com a possibilidade de uma verdade mais ampla, muito além da crença amalgamada no isolamento e na exclusividade da existência humana no terceiro planeta de uma estrela de quinta grandeza no braço de Órion, de uma galáxia de talvez quatrocentos bilhões de estrelas.
Uma semente fora plantada no meu inconsciente, possibilitando que, anos depois, eu pudesse atender ao chamado da minha alma, da minha família de origem, e mergulhasse nas iniciações com os Pleiadianos.
. . .
Nas prateleiras da biblioteca da minha família terrena desta vida, cresci entre as estantes com seus muitos livros, tão valorizados por meu pai.
Um desses livros, “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich von Däniken, trouxe conceitos que chamaram minha atenção na adolescência.
Os alinhamentos perfeitos das pirâmides egípcias, construídas com blocos gigantescos ajustados com enorme precisão, supostamente utilizando apenas martelos e cinzéis…
Pedras de mais de cinquenta toneladas igualmente esculpidas com ferramentas toscas e transportadas por quase duzentos quilômetros da pedreira até Stonehenge, por uma população que supostamente mal conhecia a roda.
Mais ainda, as inúmeras inscrições e relatos de seres de fora do planeta chegando por aqui, inclusive em textos bíblicos.
Não, não sou estudioso destes assuntos, mas fascinado pela sua extensão e pelas possibilidades de civilizações muito mais avançadas do que a nossa atual, espiritual e tecnologicamente, em contato com o cosmos e os muitos seres sencientes que o habitam.
Tudo indica, porém, que a contenção da informação como reservada e confidencial começa a perder completamente o sentido nestes tempos, nominados nas próprias escrituras sagradas como tempos da revelação (Apocalipse).
Estamos, enquanto coletivo, nos habituando à possibilidade de que não estamos sozinhos neste universo de residência.
Percebo que, de fato, nunca estivemos.
Apenas nos apegamos a crenças autolimitantes ancoradas no medo.
A crença de que, fora desta redoma de conhecimento, existe apenas perigo, morte e sofrimento.
Lentamente, como um pequeno furo numa barragem de terra, as águas da revelação vão solapando a estrutura de contenção, trazendo à luz o que foi oculto atrás de uma ilusão.
Talvez você possa acostumar-se a fluir como a água, sem esforço, por estas novas paragens, lavando as ilusões autoimpostas.
Ainda haverá muito ruído e drama, com apontamento de dedos na inglória busca por culpados e seus interesses secretos, que barraram informações ao público e que agora emergem da escuridão dos arquivos classificados.
Vamos soltar tudo isso e, como crianças, caminhar através das revelações, cultivando a curiosidade e colhendo expansão e conhecimento.
Trigueirinho previu esta época como “tempos de muita instrução”.
Que assim seja.
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