Viver na urgência é autocondenar-se à escravidão!


Todas as técnicas meditativas apontam para a busca do silêncio, para a busca da paz interior.

Essa busca não acontece na urgência, não acontece na correria do mundo.

A paz interior é alcançada no silêncio, na quietude.

A pressa apenas reforça um dos sistemas de crenças mais arraigados nesse planeta: a crença na escassez.

Fomos treinados nessa crença.

Por toda parte aprendemos a enxergar a escassez.

Olhamos a rua e vemos o quanto ela está suja, os buracos, o mato na calçada.

Esquecemos de ver os galhos da árvore balançando ao vento, o pássaro, o sol, as nuvens.

Nos treinamos para buscar o perigo. Desde o buraco enlameado até as pessoas em circulação com algum comportamento suspeito…

“A vida é uma luta pela sobrevivência.” É só ver o noticiário, o feed, rolar a telinha…

Assim, a cada dia, eu e você validamos a crença na escassez.

Caminhamos pela vida, eternamente alimentando aquilo de que sentimos falta.

Prisioneiros de uma programação que nos empurra para olhar o “copo meio vazio”.

A falta original diz respeito à sensação de desconexão com o todo, com a fonte de tudo o que é.

Nesta sensação de desconexão, nós nos afastamos do fluxo da vida.

Perdemos a fluidez.

Perdemos a espontaneidade.

Perdemos a conexão com nossa natureza interior.

Perdemos nosso poder pessoal.

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A percepção de desconexão é uma forte ilusão, criada para termos a experiência dentro da dualidade.

Ao não encontrar a fonte dentro de mim, eu passo a buscá-la fora.

E por mais que eu busque, por mais que eu obtenha atenção, reconhecimento, afeto, bens, dinheiro, nunca é suficiente.

Isso porque o medo de não ter o suficiente, o medo da escassez, o medo devastador que sentimos quando mergulhamos na dualidade e perdemos a conexão com a fonte é implacável.

Na busca desesperada por algo fora, nós nos tornamos escravos do medo.

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A única solução é o resgate da consciência, da presença.

A sua consciência, que de fato é você, nunca esteve desconectada da fonte.

Ao voltar-se para dentro, em quietude, a conexão com a fonte pode começar a ser percebida novamente.

A intensidade de pensamentos aleatórios e caóticos, nesta busca pela quietude interna, apenas demonstra o quanto ainda existe de medo dentro do campo energético.

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Agora, tenha clareza:

É fácil cair na autocondenação. Eu não consigo. É chato. É entediante.

Tudo isso são atributos do corpo mental voltado para fora.

Agora, tenha ainda mais clareza:

Você está lendo esse texto.

Você está buscando a conexão interna.

Apenas isso já é extraordinário.

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Não se preocupe: nada do que eu e você fizermos será perfeito.

Portanto, relaxe.

Você se treinou, a vida inteira, para olhar para fora, para buscar fora.

Agora, você está se treinando para olhar dentro, para se estabilizar dentro.

É extremamente poderoso olhar para dentro.

Ter momentos de quietude.

Tomar uma xícara de chá, olhando pela janela.

E, ao olhar para fora, ao olhar lá longe, de fato, você está olhando para dentro.

Você respira e, por um momento, o corpo mental relaxa.

É poderoso.

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É fácil aprender a gostar destes momentos de quietude.

Isso porque estes momentos trazem bem-estar.

A cada dia, você pode semear mais momentos de quietude.

A urgência, a pressa, a correria vão dando lugar à consciência, à presença.

É treino.

É pacientemente persistir.

É investir o teu bem mais precioso, a tua Atenção, em você.

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Observe que tudo ao teu redor chama a tua Atenção para obter de você exatamente o que está sendo chamado, a tua Atenção.

Depositar a tua Atenção dentro de você:

Eis o maior investimento que você pode fazer na tua vida.

O Banco da Alma não tem limites para a abundância que pode proporcionar.

O Banco da Alma não quebra; ele sempre tem fundos.

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É a partir deste Banco Interior que você cria a Realidade.

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Se a sua Atenção está fora, então você está alimentando a realidade fora e, frequentemente, para alguém.

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Aos poucos, ou aos muitos, você pode escolher sustentar a sua Atenção dentro de você.

E, ao mesmo tempo, vivenciar as suas experiências de vida. O trabalho, o passeio, o estar com outras pessoas.

É treino.

Esta é a Academia d’Os Corpos da Alma.

Ela está dentro de você.

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E agora, ao ir terminando esta leitura ou audição, talvez você queira ir para a Academia.

Respire fundo, feche os olhos e sinta o que estas palavras trouxeram para você.

Respire.