A jornada humana dentro da dualidade da terceira dimensão culminou neste século, neste milênio, com a fragmentação da consciência.

É importante não entrar em julgamento, uma vez que a própria experiência dentro da dualidade implica em separatividade, portanto, uma forma de fragmentação.

Viemos aqui para ter experiências dentro da dualidade, da separatividade de nós mesmos.

Logo, a fragmentação aqui referida é apenas um reflexo natural da própria experiência humana dentro da dualidade.

Desde os primórdios da experiência humana na face desse planeta, nós nos afastamos, nos desalinhamos da nossa origem divina.

Qual anjos caídos, perdemos a conexão com o Eu Superior, ou seja, perdemos a conexão com nós mesmos em planos mais elevados, perdemos a conexão com nossos aspectos divinos.

Contudo, há vários elementos que expandem esta fragmentação.

Todos estes elementos estão ancorados na concessão do poder pessoal a fatores externos ou a terceiros, de forma consciente ou não.

Como isso funciona?

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Uma pessoa vivencia uma experiência impactante, por exemplo, a morte de um ente muito querido, e o luto não é plenamente vivenciado.

Ou seja, a sensação de perda não é plenamente liberada.

A mente do ego compara, julga e condena:

A minha vida na presença daquele ente querido era boa. Logo, o que estou vivendo hoje é ruim.

Ao rejeitar a experiência atual, ao condená-la (é ruim), esta pessoa direciona a consciência para o que é bom, para o passado, ao lado do ente querido que partiu.

A consequência: fica presa no passado uma parte da consciência, um fragmento da consciência.

Desta forma, presa ao passado não resolvido, esta pessoa se afasta daquilo que ela realmente tem, o momento presente.

Tomando exemplos que facilitam o entendimento:

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Lembro de um colega da escola, muito inteligente, para quem o aprendizado era muito fácil em sala de aula. Nem para as provas ele estudava, enquanto eu, para ter um desempenho mediano, tinha que “ralar”…

Sem quaisquer dificuldades, passou nos exames de vestibular para a faculdade que escolheu. Formou-se e encontrou o emprego de seus desejos, permanecendo nesta empresa por longo período, décadas até onde soube.

Em dado momento, a empresa o dispensou do serviço.

O impacto da perda foi devastador na vida deste colega de jornada. Ele simplesmente não conseguiu se reerguer da perda do emprego.

Não conseguiu encontrar nova posição de trabalho, sucumbindo à rejeição ao momento presente.

Como uma vítima do destino, ele deixou o poder pessoal numa organização empresarial que talvez já nem mais exista hoje, mas que o aprisiona numa memória de algo que ele julgou como bom e seguro.

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Em uma história que ouvi, uma pessoa tinha medo de pedir demissão de um emprego onde o chefe não valorizava o seu trabalho. Autoritário, impunha o poder de mando através do medo. Naquele ambiente de trabalho, todos o temiam.

Entre a necessidade do emprego e o medo de não arranjar outro, a submissão ao poder do chefe.

Mesmo deixando o emprego, a descrença desta pessoa em si mesma fazia com que colocasse o seu poder fora.

Medo de não ter o suficiente, crença no não merecimento, no não ter o direito.

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Nestes exemplos, perceba como o medo impera como fator fundamental para entregar o poder pessoal para terceiros.

A vítima entrega o poder ao agressor.

O chefe controlador é submisso ao medo, pois só precisa controlar quem não confia, quem tem medo.

Estes mecanismos estão infiltrados em todos os sistemas organizacionais do planeta.

O poder é concedido a governos que sabem e decidem o que é melhor para os seus cidadãos. Obedientemente, os cidadãos se submetem, enviando seus filhos para lutar em campos de batalha e morrerem em nome de seus líderes…

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Mais ainda, todos os vícios são coroados com a entrega do poder pessoal a algo ou alguém fora.

Vícios comportamentais, consumismo, compulsões alimentares, tabagismo, drogas; todos apontam para colocar o poder fora.

Observe que o discernimento interior, a voz do coração, não tem poder. O viciado serve ao vício.

O poder está no objeto de desejo, algo que está fora.

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A telinha é viciante.

Viciados, nos dedicamos a nossos vícios e, ao fazê-lo, entregamos inconscientemente nosso poder pessoal ao objeto de nossos vícios.

Sim, há pessoas que vivem exclusivamente para atender a vícios. A própria expressão em inglês “workaholic” expressa o vício no trabalho.

Sempre, invariavelmente, inequivocamente, o vício tem origem no medo. Medo da falta, medo de não ter o suficiente.

A cada rolagem da telinha, uma mini dose de dopamina (hormônio da recompensa).

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E agora?

Isso mesmo, venha para o agora.

Respire!

Uma respiração longa e profunda te traz para o agora.

Vivemos um tempo de redenção de todas as armadilhas e manipulações da dualidade.

Sim, há muitas armadilhas e há muitas pessoas que sabem usar estas ferramentas de dominação para obterem o que querem dos outros.

Tudo energia velha.

Sinta vontade de escolher conscientemente soltar tudo isso.

Você não precisa fazer uma lista ou pesquisar cada mazela humana sua.

Simplesmente você escolhe dar permissão para receber ajuda, para soltar as amarras e grilhões que o escravizam.

Soltar tudo o que não seja luz e te libertar, para que você possa expressar a alegria de ser quem você é neste plano físico, através deste corpo físico que você tem em uso, para curá-lo, para rejuvenescê-lo.

Conforme você escolhe e permite, saiba que isso está acontecendo.

Que assim seja.