Cooperar é a palavra-chave para essa Nova Era que vivemos.
Estamos aprendendo a cooperar. É um processo coletivo por definição: observe ao seu redor, observe nas famílias, nas empresas, nas organizações governamentais a dinâmica deste processo de cooperação em plena atividade, em aprendizado e ensinamentos.
A essência da atividade humana na superfície do planeta é a própria cooperação.
Eu não fabrico, não produzo a roupa que estou usando. Alguém faz isso para mim.
Dentro da organização social do próprio planeta, nós criamos um negócio chamado economia que estamos aprendendo como funciona.
Vamos olhar o que é, deixando de lado julgamentos que possam se apresentar.
O que chamamos de economia é uma organização de troca.
Assim, criamos o dinheiro que historicamente sempre foi material, na forma de moedas metálicas, na forma de papel-moeda e que hoje existe predominantemente na forma eletrônica.
Eu vou a uma loja e compro uma camiseta.
Eu pago com moeda eletrônica pelo trabalho de alguém produzir o algodão da camiseta, produzir fio, a tecelagem do fio formando o tecido, a confecção da camiseta e a distribuição da camiseta: alguém que comprou do fabricante entregou para um distribuidor, que entregou para várias revendas e, numa delas, eu entrei para comprar a camiseta.
O valor pago é distribuído dentro de toda uma cadeia de produção, chegando até um agricultor que capinou a lavoura de algodão dentro da cadeia produtiva, além dos produtos e serviços agregados, como corantes, maquinários etc.
Esta imensa rede de conexões existe nas inúmeras cadeias produtivas. Eu e você participamos destas redes toda vez que compramos algum produto ou algum serviço, pagando com dinheiro em espécie ou impulsos eletrônicos.
Cooperar com o sistema significa um processo de alinhamento com o que hoje é uma imensa rede planetária de trocas, onde eu recebo e contribuo com esse mesmo sistema.
Existe toda uma gigantesca discussão sobre esse sistema não ser eficiente, não atender de forma plena toda a população, por aquilo que é chamado de concentração de renda, onde o trabalho de muitas pessoas não é devidamente reconhecido e valorado.
Nesse desequilíbrio persiste o conceito de escravidão.
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A escravidão deriva da crença de que não existe suficiente para todos. Uma crença profundamente arraigada na escassez.
Eu tenho medo de ficar sem, de não conseguir sobreviver, o que me leva a tentar garantir a minha parte.
Porque, se eu não lutar pela minha parte, eu vou morrer. Meus entes queridos vão morrer de fome, de inanição.
E, se olharmos em qualquer família, vamos encontrar sempre alguém que, dentro deste sistema familiar, passou por dificuldades.
Memórias de escassez, talvez nesta vida, senão na vida dos pais, dos avós e de outros ancestrais que eventualmente passaram por guerras, secas, doenças e os mais diversos sofrimentos.
Além disso, olhe os noticiários que normalizam insistentemente o sofrimento e a falta.
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Aprendendo a cooperar uns com os outros.
Ah, você vai para a cidade! Você pode me dar uma carona?
Aí a carona ocasional vai ficando frequente e quase todo dia. Aí quem dá a carona tem ainda que esperar o caroneiro, que se atrasou… Mas, se a carona é todo dia, será que não dá para ajudar com o combustível?
Perceba: qual é a troca que gera conforto entre todos?
Este é o mecanismo de aprendizado com as relações humanas.
Neste processo, caminhamos para a equidade, onde todos importam.
Eu quero comprar uma camiseta onde todos os participantes da cadeia produtiva estejam se sentindo bem: bem pagos, bem nutridos, que vivam num ambiente de trabalho saudável e, quando alguém estiver confeccionando a camiseta que eu vou comprar, que esta pessoa sinta alegria por estar fazendo o que faz.
Utopia?
Discurso de palanque político?
Acredite, não é.
Ainda mais porque, dentro de um curto período de tempo histórico, serão máquinas que vão fazer a imensa maior parte de todo o trabalho físico neste mundo.
Desde o plantio da semente de algodão até o atendimento na loja onde vou comprar a camiseta.
Imagine eu ser a primeira pessoa de carne e osso a tocar e usar a camiseta que está na loja ou que chega até minha casa em um drone de entrega.
A necessidade de consumo vem de fora. É uma crença construída para criar mercado.
Caminhamos para a consciência. O que e quanto realmente eu preciso?
Muitas pessoas já estão escolhendo viver de forma mais simples, com menos esforço e mais alegria.
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A cura
Onde começa a cura?
Dentro de você.
Dentro de cada ser humano neste planeta.
É a consciência que cria a realidade.
Portanto, o que está fora espelha o que está dentro. O que vivencio fora, escolhi dentro.
A realidade fora é um reflexo daquilo que eu imagino, visualizo, sinto e escolho dentro de mim.
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Portanto, se a cura está dentro:
Quais são as relações de troca programadas aí dentro de você?
Como você está cooperando com seus corpos físico, mental, emocional e psíquico?
Veja as distorções nestes exemplos:
O fumante sabe que este hábito não faz bem para o seu corpo físico. Contudo, o vício mental é mais forte e é exatamente quando ele traga a fumaça que existe uma sensação de relaxamento. É preciso agredir o corpo físico para produzir as endorfinas que geram a sensação de relaxamento.
O diabético sabe que não pode comer açúcar. Porém, apesar de uma dieta cuidadosa que minha mãe provia a meu pai, ele não resistia em sair para fazer compras sozinho para poder desfrutar de um café com leite e um generoso pedaço de torta na confeitaria.
A cura acontece quando você escolhe se estabilizar. Quando você escolhe a soberania sobre o teu corpo.
Você deixa de ser refém de crenças de que você não pode ficar sem isso, de que você precisa de mais coisas, de que você precisa repetir programações que não fazem bem para você, e o teu corpo físico é quem paga a conta, na forma de doença, desgaste, envelhecimento.
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A cura acontece conforme você escolhe confiar no seu coração.
A cura acontece conforme você escolhe entregar-se ao fluxo da vida, como uma folha levada pelas águas de um rio.
Perceba que não há propriamente um fazer, mas apenas ser.
Apenas relaxar no fluxo da vida.
Sim, há compromissos, há que cuidar do corpo, da casa, das tarefas.
Contudo, esse é o tempo de transformar a tua relação com a vida neste plano físico.
Conscientemente escolher uma relação de plenitude, de alegria com as suas experiências vivenciadas.
Sim, ainda há densidades a serem liberadas, emoções densas para serem testemunhadas e, ao fazê-lo, as densidades saem.
Aprendendo a confiar no coração, na intuição, no saber que vem da alma, que vem do Eu Superior.
Lembre-se, não há perfeição nessa jornada.
Mas você pode escolher, a cada momento, vivenciar essa jornada na direção da alegria.
Celebrar a ascensão conforme ela vai se manifestando: as densidades saem, a luz entra.
Deslumbrar-se com a jornada que tanto esperamos e que está acontecendo.
Que assim seja.
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