O Corpo Mental & o Corpo Emocional
A emoção é o que nos move!
A própria definição de emoção nos traz essa informação.
Emoção é energia. É muita energia. É a energia que move o mundo, que move a humanidade.
A emoção é o motor da experiência humana na matéria.
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Olhar, investigar e entender como você vivencia as suas emoções, a sua suscetibilidade ao impacto emocional: eis o fundamento para viver uma vida onde os fardos do sofrimento são liberados.
A imensa maioria da humanidade está inconsciente e refém das próprias emoções.
Refém das emoções que quer sentir e das emoções que são rejeitadas.
Parece simples.
E é, assustadoramente, simples.
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Contudo, veja a armadilha:
- De um lado, eu faço crescer tudo aquilo que contemplo.
- De outro, eu rejeito o medo. Eu não quero sentir medo.
Ao rejeitar o medo, o “eu”, a mente do ego, fica o tempo todo monitorando tudo ao seu redor, tudo o que acontece consigo, escaneando a realidade em busca de qualquer indício de qualquer situação que possa levá-lo a sentir medo.
Há um enorme gasto de energia nesse processo de monitoramento, de vigilância para fugir do medo.
Esta vigilância traz forte preferência por fazer as mesmas coisas todos os dias; na repetição, a mente do ego se sente segura.
Observe que, desta forma, quem comanda a vida, através da mente do ego, é o medo.
Assim voltamos à frase: fazemos crescer tudo aquilo que contemplamos.
Observe que o medo que eu sinto de sentir medo apenas nutre, retroalimenta o próprio medo.
Eis a fórmula da escravidão ao medo!
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Alguém pode dizer: “Não, eu não sou assim!”
Eu sou uma pessoa alegre, gosto de estar com outras pessoas, desfruto da vida…
Tenho aprendido que a mente do ego é extremamente eficiente para esconder emoções densas, particularmente o medo.
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Então, eu sinto raiva.
Sinto raiva de uma notícia que fala de uma grande corrupção, que rouba o dinheiro da merenda escolar das crianças.
Sinto raiva de algo que me disseram hoje.
Sinto raiva e nem sei o que causou esta raiva. Mas vou achar algum culpado fora para eu me sentir melhor.
Saiba que, atrás da raiva, o que existe é o medo.
A raiva é a máscara que vestimos para não sentir o medo.
A raiva é a forma socialmente aceitável para tentarmos dar vazão ao medo.
Ao projetar minha raiva fora, eu apenas a alimento no espelho da vida.
Ao alimentar a raiva, eu alimento o medo.
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Ou então, ficamos deprimidos.
Falta dinheiro na conta bancária; uma pessoa querida me deixa porque me “deixou na rua da amargura”, ou porque faleceu…
A depressão é a forma socialmente aceitável para olharmos para o medo.
O medo da solidão, da falta, da escassez fica oculto atrás de um antidepressivo.
(Não estou aqui para invalidar o uso de remédios. São ferramentas importantes e ajudam muitas pessoas a saírem de quadros de grande sofrimento, com a devida orientação de profissionais qualificados.)
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Observe a luta desenfreada para capturar a sua atenção (esta é a expressão em uso).
A sua atenção, o seu bem de maior valor, é disputada por um sem-número de programas que você carrega no bolso, na forma de uma telinha.
Na desesperada luta pela sobrevivência, redes, programas, influencers etc. lutam pela sua atenção.
A qualquer preço, o que importa é ter a sua atenção.
O medo, assim como as demais emoções densas, é sistematicamente utilizado para reter a sua atenção.
O drama é semeado para que as pessoas que vertem a atenção à notícia possam nutri-la com sua própria energia vital.
Exatamente isso:
Alguém semeia uma notícia dramática;
Quem vê ou ouve a notícia a alimenta com sua energia vital.
A colheita da sua energia vital é de quem semeou o drama.
Estar no drama significa envolver-se com sofrimento, entrar em ressonância com a emoção densa.
Portanto, fazer crescer, às custas da própria energia vital, o drama fora, logo o drama dentro.
Um velho programa de dominação e controle, em pleno uso desde o circo romano.
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O que você quer fazer crescer na sua vida?
Então, preste atenção onde você deposita a sua atenção.
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O corpo fala.
O corpo físico é o bastião final de todas as mazelas humanas.
Tudo aquilo que está emocionalmente acumulado no corpo vai se manifestar!
Não é uma possibilidade, não é uma promessa. É uma realidade já aceita pela própria psicanálise junguiana.
Então, por exemplo, quando a pressão sanguínea sobe sem qualquer atividade física, as emoções estão pedindo passagem para sair.
Ou, se a pressão sanguínea está baixa, o corpo talvez esteja manifestando a falta de alegria para viver a vida.
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A mente mente, o corpo não mente.
Observe que, ao longo da vida e para a maioria das pessoas, existe uma propensão ao aumento dos problemas de saúde.
Inclua-se entre as mazelas de saúde o próprio envelhecimento.
Esta tendência para o declínio no quadro de saúde apenas revela o efeito acumulativo de emoções reprimidas e, inclua-se aqui, crenças distorcidas.
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A sobrevivência na comunidade social exige a supressão das emoções.
Quais soldados, fomos treinados a não expressar o que sentimos.
Manifestar sentimentos é sinal de fraqueza.
Ou então, aprendemos a usar o que sentimos para manipular as pessoas ao nosso redor.
Na dureza do soldado, fechamos o coração.
Na manipulação emocional, também.
Manipular o outro pode ser qualquer coisa, menos amor e afeto.
Tudo em nome da sobrevivência.
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É importante aqui respirar.
Estamos olhando como funcionam os mecanismos humanos de sobrevivência, aos quais tanto eu como você nos submetemos e, veja bem, para sobreviver.
Portanto, não é relevante, de fato, qual papel você desempenhou no teatro da vida, se vítima ou agressor, ou, mais provavelmente, os dois.
Mas sim poder olhar para a arquitetura da sobrevivência e transcendê-la.
Ir além destes mecanismos que retroalimentam o que rejeitamos.
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Afinal, como ser livre?
A Liberdade vem de dentro.
A Liberdade nunca vai vir de fora.
Tudo o que vier de fora nunca será suficiente.
A única Liberdade possível neste plano físico é a que vem de dentro, do seu coração.
A orientação para dentro traz a clareza e o discernimento que conduzem à experiência da Liberdade.
As tarefas do dia a dia podem se cumprir em Liberdade, conforme você escolhe e exercita a atividade de forma consciente:
A reunião de diretores ou a rua a ser varrida;
A conversa difícil, que se torna fácil, em transparência e clareza;
A louça a ser lavada;
O escovar dos dentes;
A xícara de chá, olhando a brisa mover as folhas de uma árvore.
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Liberdade é viver no agora.
Que assim seja.
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