Eu Sou!
O desafio está em tomar posse do seu discernimento.
Fomos treinados para colocar nosso poder em formas e fórmulas alheias.
Fomos treinados a não confiar no nosso próprio discernimento.
Fomos treinados a obedecer ao que foi tratado como senso comum.
O poder está fora.
O poder está nas mãos de alguém fora. Alguém que vai me dizer o que devo fazer.
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Muitas vezes, inúmeras vezes, eu duvidei do meu próprio discernimento.
Muitas decisões, muitas escolhas, fizeram com que eu “desse com os burros na água”.
Na busca desesperada por não errar, entreguei meu poder pessoal para fora. Para alguém, para alguma instituição, empresa, governo, liderança… fora.
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Agora veja.
A própria configuração do sistema operacional planetário é baseada no atrito.
Portanto, aquilo que não deu certo, aquilo que deu muito errado, aquilo que me fez sofrer; tudo isso foram experiências para desenvolver a minha própria capacidade de resiliência.
O aprendizado foi duro, não vamos minimizar os traumas vividos. Não vamos minimizar a intensidade de tudo o que vivemos ao longo de muitas vidas nesse plano físico.
Foi árduo ajudar a construir uma comunidade e, quando tudo parecia fluir em harmonia, testemunhar alguém usurpar, roubar, tirar a beleza do que havia sido construído.
Coletivamente, vimos este filme, de construção seguida do desmantelamento, repetir-se 1000 vezes. Seja por uma força externa, seja por uma força interna.
Nas inúmeras experiências de elevação e dissolução, experimentamos o conflito, a luta pela sobrevivência, enfim, o atrito.
E o que aprendemos com isso tudo?
Determinação
Resiliência
E, fundamentalmente:
Compaixão
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Vivemos o tempo do encerramento de ciclos.
Encerramento de ciclos de atrito.
Encerramento da luta pela sobrevivência.
Encerramento da luta contra a escassez.
Encerramento da luta.
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Conforme você escolhe cessar a luta dentro de você, então a luta fora já pode acabar. E acaba!
É você no comando.
É você de volta ao comando.
A ressurreição é possível tão somente quando a luta interna acaba.
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O grito do mundo ainda vai chamar para fora.
O ruído do mundo ainda vai dizer que o que você tem é pouco, que você precisa se esmerar mais, lutar mais, possuir mais.
O ruído do mundo sempre vai falar de escassez.
A jornada para dentro, em geral, reflete para fora a simplicidade.
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Quando o ruído que vem do mundo começa a diminuir dentro de você, então você começa a ouvir o seu discernimento.
Você começa a ouvir aquilo que vem de dentro.
Você começa a discernir entre o que vem de fora e o que vem de dentro.
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O desafio é aprender a confiar naquilo que vem de dentro.
Aquilo que vem do coração.
Porque muitas decisões baseadas naquilo que vem de dentro entram em conflito com o ruído que vem de fora.
Os desejos do coração, os desígnios do coração, vão frequentemente levar você a caminhar numa direção muito diferente do senso comum, daquilo que vem de fora, do ruído do mundo.
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A simplicidade do coração caminha na contramão da mente do ego, que gosta de algo complicado.
A mente do ego foi construída com tijolos que vieram de fora.
A experiência da mente do ego é baseada no passado, em todas as experiências já vividas por você e pelo coletivo.
O inconsciente coletivo, que está fora, alardeia o que é seguro.
A mente do ego, espelhando o inconsciente coletivo, vai sempre procurar caminhos seguros.
Caminhos que já foram trilhados antes com sucesso.
Caminhos que serviram a você para chegar até aqui.
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O limiar que vivemos hoje é vasto.
É desafiador.
Neste limiar, somos solicitados a olhar para dentro.
Perceba que a solicitação não vem de fora.
A solicitação vem do seu coração.
Ele diz: olhe para mim.
Olhe aqui dentro.
Deixe ir a gritaria que vem de fora.
Deixe ir um sistema de criação de realidade que usa o teu poder pessoal para criar o que é de interesse de uma pessoa, organização ou estrutura externa.
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Você é o usuário?
Ou você é aquele que tem a atenção sendo usada?
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Conforme você aprende a ouvir o coração, o conflito vai se manifestar.
A mente do ego vai querer seguir numa direção e o coração vai apontar outra.
Eventualmente, você vai ter dificuldade até em discernir entre o que vem de fora e o que vem do coração.
Como solucionar esta confusão?
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Respire fundo!
Permita uma expiração mais prolongada que a inspiração.
Sinta de trazer uma ou as duas mãos para o coração e faça a pergunta (use palavras que sejam adequadas para você):
Qual orientação de caminho vem de minha Alma para ser seguida?
A sua Alma é você!
Assim, você está trilhando o seu caminho de volta para sua Alma.
Passo a passo.
Havendo muitos pensamentos transitando, apenas siga respirando, com expirações prolongadas.
O acesso ao coração acontece na quietude.
Você foca na experiência, no coração.
O turbilhão mental pode estar acontecendo, mas você traz sua atenção para o coração, onde as mãos tocam o seu peito, e mantém o foco ali.
E continua respirando.
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E aí, quantas vezes por ano devo fazer o processo acima?
Que tal todo dia logo ao acordar e todo dia antes de dormir?
Que tal várias vezes ao dia, quando houver uma decisão sobre a qual estou em dúvida?
A frequência é determinante.
Não é o tempo de duração do processo, mas a frequência.
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Aos poucos, ou aos muitos (se a frequência for maior), você vai se acostumando a ouvir a fonte interior.
O processo vai começar a acontecer sem esforço.
Em algum momento, ao se deparar com uma situação nova, imediatamente o seu corpo vai saber qual caminho seguir.
A dúvida, que é mental, vai se dissipando.
O caminho fica mais claro a cada dia.
O discernimento do coração vai naturalmente ocupando o lugar de direito no seu campo energético.
O medo da mente do ego vai sendo acolhido e dissipado pelo coração.
A jornada começa a fluir sem esforço.
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Tudo está à mão.
A fonte está dentro de você.
O poder está dentro de você.
É seu por direito.
Que assim seja.
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