Mude o referencial.

Perceba-se a partir de dentro.

Viva a revolução de sentir quem você é, a partir de dentro.

Já está aí, dentro de você, bem no seu interior, a sua essência.
Sempre esteve aí.

Apenas você desviou a sua atenção para procurar a sua essência fora de você.

Você aceitou, ao longo de muitas vidas talvez, a definição de quem você é a partir de elementos externos.

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Você aceitou ser definido por aquilo que você tem, pelas pessoas que você é capaz de cativar, pelo muito ou pelo pouco dinheiro que você tem na sua conta bancária.

Você aceitou ser definido pela sua capacidade de possuir coisas, pessoas, objetos, carros, casas, roupas…

Você aceitou ser definido pelas funções que você exerce, pelo emprego que você tem, pela capacidade que você tem de ganhar dinheiro.

Você aceitou ser definido pelos diplomas que você possa ostentar, pelos cursos que você fez, pela formação profissional que você experimentou, pela sua capacidade intelectual.

Você aceitou ser definido por aquilo que os outros dizem de você.

Você aceitou ser definido pelo julgamento alheio, pela aprovação alheia, pela condenação alheia.

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Ao longo dessa vida e, eventualmente, de muitas vidas passadas, você aceitou definições que foram dadas a você, ora bem-intencionadas, ora por imposição.

Você aceitou a definição de ser um soldado e marchar no front de guerra. Tenha sido essa guerra num campo de batalha, trocando tiros, ou num campo de negócios, buscando vender o seu produto, o seu serviço.

Você aceitou a crença na escassez, a crença de que não existe o suficiente para todos.

Desta forma, você aceitou competir, lutar pelos recursos limitados para sobreviver.

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Respire fundo. Dê um passo atrás.

Observe o panorama da sua vida.

Observe a sua vida como um grande palco onde você desempenhou diferentes papéis, através das cenas vividas a cada dia.

No mundo do teatro e do cinema, o bom ator é aquele que incorpora os papéis desempenhados a cada cena.

Veja com clareza: o bom ator não é aquele que finge ser o personagem, mas aquele que se torna o personagem.

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Agora venha para a sua vida.

Olhe, apenas olhe, para os muitos papéis que você desempenhou ao longo dela.

O papel de filho, o papel de filha, o papel de pai, o papel de mãe, o papel de vítima, o papel de agressor, o papel de uma determinada profissão, o papel de uma função social, o papel de bem-sucedido, o papel de fracassado… quantos papéis…

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Respire fundo e observe o quanto você se identificou e o quanto você se identifica com algum desses papéis ou com vários deles.

Sinta como você permitiu e permite que estes papéis definam quem você é.

Porque, se todo mundo acha que é aquilo que faz, acha que é aquilo que tem, então, por que eu faria diferente?

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A crença coletiva na escassez é forte. Muito forte.

Tão forte que você foi levado a acreditar nesta verdade. A verdade da escassez.

E se você acredita que a escassez é verdadeira, ela se torna uma verdade na sua vida.

E tudo aquilo em que você acredita, você cria.

A crença na escassez leva você à luta contra a própria escassez.

Ao lutar contra a escassez, você cria mais escassez, você cria mais luta.

E ainda que você seja bem-sucedido na luta contra a escassez, ou seja, ainda que você crie prosperidade, uma conta bancária recheada de dinheiro, várias posses etc., o medo da escassez ainda persiste. Como um fantasma, ele fica rondando cada um de seus dias.

A cada dia você consulta o saldo bancário para saber se a abundância ainda está lá.

A cada dia você precisa consumir alguma coisa para se sentir seguro.

A cada dia, você precisa provar para você mesmo que você tem o suficiente para sobreviver.

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Na identificação com o adjetivo, com o rótulo que você aceitou ostentar ou carregar, você perpetua o modo sobrevivência na sua vida.

Desta forma, você carrega o rótulo de pobre ou ostenta o rótulo de rico.

E, de fato, não importa como você é percebido no mundo; o que importa é como você se percebe ao olhar no espelho, como você se percebe quando participa do encontro de amigos, como você se percebe na reunião de trabalho, como você se percebe num momento de afeto e carinho com outra pessoa.

Observe que o encontro de amigos, a reunião de trabalho, um momento afetivo são todos espelhos para você se olhar dentro do palco da vida.

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Saiba que você não é o reflexo que você vê no espelho.

Você tampouco é o que os outros pensam de você ou refletem para você.

E, principalmente, você não é o que você pensa de você mesmo.

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O desafio implícito aqui é dar permissão para a sua consciência manifestar-se além de todo e qualquer rótulo que você tenha carregado ou ostentado até aqui.

Isso porque você se apegou a esses rótulos, você se identificou com esses rótulos.

Você ainda acredita que você é os rótulos que carrega ou que ostenta.

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Faça um teste simples.

Recomendo, enfaticamente, fazer esse teste.

Pegue um pedaço de papel e descreva nele quem você é.

Descreva nesse papel como você é, como você funciona nesse mundo.

Depois, leia o que você escreveu.

Sinta o que você escreveu.

Perceba os adjetivos com os quais você se identificou no texto.

E respire.

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Saiba que você não é aquilo que você descreve.

Você descreve papéis que você desempenha na vida.

Você descreve funções, experiências que você está tendo em sua vida.

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A partir deste ponto, você pode escolher sustentar alguma distância entre a sua percepção e tudo aquilo que você faz e experiencia na sua vida.

Respire.

Porque fazer isso, criar esta distância entre você e o que você vivencia na sua vida, é uma revolução.

É um ato de soberania.

É um ato de poder.

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A partir deste espaço de soberania, de tomar posse do seu poder pessoal, você deixa de ser guiado pelo medo da escassez, pelo medo da falta.

Você abre o potencial para alinhar-se à fonte que emana do seu coração.

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Tenha claro que o que existe é abundância.

Você sempre cria abundância.

E sim, você pode estar criando abundância de escassez, de falta.

Falta de amor, falta de dinheiro, falta de alegria.

Então, para que eu possa me sentir bem, é preciso que eu tenha abundância de propriedades, de afeto, de aprovação das pessoas ao meu redor.

E apenas então eu poderei me sentir bem.

Perceba a armadilha mental embutida aqui.

Enquanto a condição ideal não se manifesta, eu não posso ser feliz.

E assim, continuo a criar a abundância de escassez.

Venha para a revolução.

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Abra-se para acolher tudo aquilo que você experiencia na sua vida como um aprendizado.

Então, se algo que você está vivendo hoje não é aquilo que você prefere experienciar, é porque o aprendizado ainda não acabou.

O que tenho que aprender com esta situação?

A humildade em relação à sua criação liberta você da arrogância de exigir um determinado resultado ou do modo pedinte, implorando por um determinado resultado.

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O fundamento do processo é vir para dentro.

Olhar dentro de você o que você sente.

Olhar dentro de você o quanto você é afetado pelas opiniões alheias.

Você olha dentro o que você sente em relação à opinião de outras pessoas.

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Respire e abra-se para encontrar dentro de você alguma estabilização.

Não é um fazer; é, antes de qualquer coisa, aprender a relaxar aí dentro.

É treinamento.

Não é de vez em quando. Não é apenas quando você está lendo ou ouvindo estas palavras.

É por repetição, em vários momentos ao longo dos seus dias.

Lembrar de respirar fundo e dar-se um momento para olhar para dentro de você.

Testemunhar as sensações.

Dar permissão para soltar as crenças velhas de quem ou o que você é.

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A experiência humana continua.

Saem os julgamentos, as condenações.

Sai o modo sobrevivência.

Sim, há que escovar os dentes, cuidar do corpo, assumir suas responsabilidades, pagar os boletos…

Contudo, você vive as experiências e não mais fica preso a elas.

Você vive as paixões quando se apresentam.

Você vive a vida.