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Fomos treinados para não receber.
Mais do que isso, fechamos nossos corações para podermos sobreviver neste mundo marcado pelo sofrimento.
O coração sustenta o portal para nossas Almas.
O coração é o órgão que recebe.
Para lutar pela sobrevivência, houve que fechar o coração.
O coração fechado bloqueia o fluxo da vida. Bloqueia o fluxo da alegria na vida. Bloqueia o fluxo da abundância.
Para compensar a profunda crença coletiva na escassez — de amor, alegria, paz, dinheiro —, nos entregamos a vícios comportamentais. Compensamos a escassez de Alma com excessos de alimentos, bebidas, emoções intensas em filmes e noticiários, sexo, jogos de poder, jogos de azar, tabaco, álcool, remédios, drogas etc.
Fomos levados a acreditar na escassez como regra.
Fomos treinados a temer a falta e a miséria. A lutar contra a miséria.
E, enquanto a luta persiste, o coração permanece fechado.
Eu luto para ter mais, e, por mais que eu tenha, sempre será pouco.
Luto para ter mais amor, mais prazeres, mais posses, mais pessoas ao meu redor. Luto para me sentir seguro. Mas o medo da escassez persiste.
A luta alimenta o que rejeito!
Enquanto o coração persiste e resiste fechado, a luta prossegue.
De fato, lutar, caminhar pela vida lutando, é o que mantém o coração fechado.
Eu luto bravamente para manter esse portal fechado.
Mas morro de medo de abri-lo.
O que vai sair de lá?
O que vai acontecer comigo se eu abrir o coração?
Eu vou sobreviver?
É a própria caixa de Pandora! É imprevisível o que vai sair de lá!
Eu não vou aguentar as emoções que guardei ao longo de tantos anos e vidas dentro da caixa!
Se a caixa abrir, eu não vou conseguir suportar o fluxo, a avalanche de dor e sofrimento.
Eu vou morrer, se a caixa abrir!
Imagine entrar naquela caixa, naquele porão escuro, e encontrar minha criança interior. Uma criança esquecida e abandonada naquele porão escuro, naquela caixa que eu lacrei para não mais sofrer.
Eu tranquei a minha criança lá para não olhar para o sofrimento dela. Ao trancá-la, o que ficou de fora foi o próprio sofrimento, a dor da perda.
. . .
A cura para a dor do coração fechado não vem de fora.
A cura vem quando eu escolho parar de lutar! A espada cai. A armadura se abre.
Então, o coração — o portal — se revela.
A paz se revela. Apenas paz.
. . .
Este novo eu é o ser humano que escolhe e permite desvendar uma nova forma de estar neste mundo.
Em paz.
Não, não é perfeito.
Talvez apenas alguns momentos de paz, no início.
Conforme eu aprendo a escolher a paz, eu descubro que a paz se manifesta. Porque eu assim escolhi.
Aí esqueço e, quando me dou conta, vejo-me emaranhado no ruído do mundo.
Ao me dar conta, escolho novamente a paz.
E a paz se manifesta.
Assim é.
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