Estranho.
O que aconteceu?
Tem algo diferente, mas não consigo perceber o que é.
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A mente do ego quer saber o que está acontecendo, entender o que está acontecendo.
De fato, ela quer controlar o que está acontecendo, mas não consegue… e a coisa fica ainda mais estranha.
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Então, talvez você possa fazer o contrário.
Entender as limitações da sua e da minha mente do ego e permitir que ela relaxe.
Isso mesmo:
Dê-se um momento, respire fundo e olhe para dentro, para aquilo que você chama de “eu”, bem aí dentro de você.
Sim, é só testemunhar, observar…
Pensamentos surgem, e você lembra de respirar novamente.
Todo o processo reside em olhar, perceber o que está aí e, então, respirar.
O que é chamado de ascensão não é passível de ser compreendido pela mente do ego.
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De repente, você acessa uma nova dimensão de você mesmo.
A mente do ego faz o que sabe fazer:
Ela compara o que está acontecendo com as memórias dela, com o passado.
Não encontra qualquer referência ou significado.
Isso porque a diretriz operacional da mente do ego é baseada na construção da realidade a partir de experiências já conhecidas.
Você viu um colega de escola subir a escada, sentar-se no topo, empurrar-se e descer pela superfície lisa do escorregador.
Você foi lá e fez igual.
Sentiu a aceleração, o frio na barriga.
Foi e repetiu novamente e novamente.
Criou confiança na experiência. É seguro sentir o frio na barriga.
A mente do ego, o “eu” aí dentro, tem função clara no desempenho das atividades cotidianas em sua vida.
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Então, algo acontece, e a mente do ego não consegue entender, e muito menos controlar, o acontecido.
Nada parecido aconteceu antes.
A mente do ego foi treinada para temer o desconhecido.
Mas este evento desconhecido, inédito, aconteceu.
Está acontecendo, e “eu” sem entender nada.
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O desafio está em vivenciar o processo – chamado de ascensional – e, conscientemente, escolher e permitir o relaxamento.
A mente do ego estranha o evento, fica assustada e reage em prontidão para a luta.
De fato, a luta já está acontecendo.
A resistência ativa.
O medo aumenta.
É o carro tentando andar com o freio de mão puxado.
Então respire.
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Existe aí dentro de você, não na sua cabeça, mas no seu coração, algo que reconhece a mudança que você está vivendo.
Tenha isso claro: não é o Deepak, não é uma fonte externa – por mais sábia que seja.
É você aí dentro, buscando reconhecer este aspecto novo.
Agora, respire fundo!
Este novo aspecto seu é quem está se reconhecendo.
Respire de novo!
O novo aspecto é você!
E o novo aspecto reconhece a si mesmo.
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A mente do ego fica muito incomodada!
A vida inteira, você deu o seu poder pessoal para aquilo que você chama de “eu” aí dentro.
Sempre foi o “eu” mental no comando.
E, de repente, este mesmo “eu”, com o qual você se identificou a vida inteira, “está a ver navios”…
E agora, o que fazer?
Resposta: Respire!!!!
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Não existe algo que o “eu” aí dentro deva fazer, a não ser ajudar a respirar conscientemente.
Você está vivenciando um parto. O seu parto.
Você está dando nascimento a você mesmo.
As mulheres, na nossa sociedade, foram treinadas a fazer força para empurrar a criança.
Isso cria uma guerra. De um lado, a musculatura abdominal empurra a criança para baixo; do outro, ao fazer força, ela contrai o períneo, a musculatura da base do útero. De um lado empurra, do outro tranca.
Muitos partos, hoje em dia, já estão sendo humanizados.
Experimente humanizar o seu parto:
Relaxe.
Ao relaxar a musculatura na base do útero e dar o tempo necessário para a estabilização da energia, de repente, você se vê nascido.
Tudo isso, sem fazer nenhum esforço.
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Dê-se tempo junto às forças da natureza.
Água, sol, estrelas, vento…
As forças da natureza estabilizam você conforme o parto acontece.
Você está nascendo a partir de um útero de limitações e esquecimento.
Talvez você sinta vontade de trazer uma mão para o coração e respirar ali.
Talvez você sinta vontade de respirar a cada sensação de estranhamento.
Talvez você sinta vontade de dar permissão para o seu alinhamento com o seu coração.
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A mente do ego, o “eu” aí dentro, ainda vai querer controlar.
Então, apenas respire e acolha o seu “eu” em amor e compaixão.
Ele, o seu “eu”, não vai deixar de existir.
A sua funcionalidade no mundo ainda depende desta ferramenta que chamamos de ego.
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Conforme você lembra de respirar, você se estabiliza.
O medo da mente do ego vai sendo dissolvido.
O estranhamento vai deixando de ser estranho.
Você vai se sentindo mais presente, mais soberano.
Comportamentos, atividades antes praticadas podem deixar de ser relevantes, ao mesmo tempo em que novas possibilidades chamam a sua atenção.
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Sem qualquer aviso, o que era estranho torna-se parte integrante.
Mais clareza,
Mais presença,
Mais fácil,
Mais natural.
Que assim seja.